O presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, confirmou nesta quarta-feira (5) a coligação com o Republicanos, oficializando o apoio do partido à candidatura do governador Otaviano Pivetta à reeleição ao Palácio Paiaguás. A decisão foi anunciada no prazo limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de chapas e após a convenção estadual da legenda, realizada na terça-feira (4), ter terminado sem consenso, delegando a definição final à comissão executiva.
A confirmação do palanque encerra um período de intensas negociações internas. Max Russi enfatizou que o posicionamento foi construído de forma colegiada, ouvindo candidatos, prefeitos e lideranças de todas as regiões de Mato Grosso.
“Eu sempre deixei claro que sou o líder desse processo, mas não o dono da decisão. Ouvimos a todos, e respeitando a vontade da maioria, decidimos apoiar o Pivetta. É uma decisão firme, democrática e construída com responsabilidade”.
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Com essa declaração, o deputado buscou unificar a legenda após debates que ele próprio classificou como um dos processos mais difíceis já enfrentados pela sigla. A aliança consolida uma aproximação política que vinha sendo costurada nos últimos anos entre o Podemos e o grupo governista.
Segundo Russi, a escolha leva em conta a convergência em torno de projetos estaduais, ressaltando a maturidade da relação com o atual governador: “Essa parceria não começou agora. São anos de diálogo, trabalho e construção por Mato Grosso. Tomamos uma posição pensando no futuro do estado, na continuidade dos avanços e, principalmente, na melhoria da vida das pessoas”.
IMPASSES E ALTERNATIVAS ANTES DO “MARTELO BATIDO”
Até a oficialização nesta quarta-feira, o Podemos viveu um cenário de incertezas marcado por divergências internas e pressões externas. O principal entrave surgiu quando a sigla perdeu espaço na chapa majoritária de Pivetta após o anúncio de Fábio Garcia (UB) como candidato a vice-governador.
Esse fato gerou constrangimentos e fez com que o partido considerasse outros caminhos, como uma aliança com o PL de Wellington Fagundes, que chegou a acenar com a vaga de vice para o Podemos, ou até o lançamento de uma candidatura própria ao governo, com o nome do empresário Elson Ramos sendo ventilado de última hora.
Durante a convenção de terça-feira, o partido demonstrou estar dividido entre o desejo de protagonismo majoritário e a estratégia de fortalecer suas chapas proporcionais. O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) chegou a criticar as "ameaças" de candidatura própria feitas na última hora, mas manteve o diálogo aberto, reconhecendo a importância de Max Russi como liderança emergente.
No fim, a maioria da executiva avaliou que a coligação com o Republicanos seria o caminho mais seguro para garantir o crescimento das bancadas de deputados estaduais e federais do partido.
LIBERAÇÃO DE FILIADOS E FOCO NAS PROPORCIONAIS
Apesar da coligação definida, o Podemos adotou uma postura de flexibilidade para manter a coesão interna, decidindo liberar filiados e lideranças que optarem por apoiar outros candidatos ao governo.
“Definimos o caminho do partido, mas também respeitamos as posições divergentes. Quem tiver outro entendimento terá liberdade para fazer sua escolha. O Podemos segue unido no propósito de fortalecer suas chapas proposicionais e trabalhar por Mato Grosso”.
Com o desfecho das discussões majoritárias, a legenda agora concentra esforços na apresentação de propostas e na viabilização de seus candidatos ao Legislativo.
“Dialogamos, ouvimos todas as posições e tomamos a nossa decisão. Agora é hora de olhar para a frente, fortalecer nossos candidatos e trabalhar. O Podemos tem projeto, tem liderança e tem compromisso com Mato Grosso”, concluiu o presidente estadual.
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