O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e do Podemos em Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, afastou a possibilidade do partido ter um candidato próprio nas eleições majoritárias ao governo do Estado em 2026. A possibilidade começou a ser ventilada depois que a sigla perdeu espaço na chapa à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Temendo romper completamente com o governo, Max também teria se distanciado do PL, de Wellington Fagundes, que garantiu ao Podemos a vaga na vice. Max Russi chegou à convenção do partido reforçando que ainda não há definição, mas disse que a prioridade será uma coligação.
"Nós conversamos hoje com todos convencionais, todos os convidados e a gente entende que vai procurar uma coligação, um processo que valorize nosso partido, os projetos que entendemos que serão bons para Mato Grosso. Vamos iniciar os debates e no fim dessa tarde vamos tomar essa definição", afirmou à imprensa nesta terça-feira (4).
O empresário do ramo do entretenimento Elson Ramos chegou a ser cotado para encabeçar uma eventual chapa do Podemos ao governo. Mas, ao que tudo indica, a conjectura, levantada às pressas na noite de segunda-feira, não prosperou. Anteriormente, o próprio Max Russi havia demonstrado aversão aos projetos majoritários feitos no afogadilho ao explicar porque não embarcou na chapa que teria ele próprio como candidato ao governo e a deputada estadual Janaina Riva (MDB) para a vice-governadoria.
Max, por outro lado, não deu pistas sobre o caminho que o Podemos tomará. "Onde quiserem o Podemos, o Podemos vai estar", despistou. A convenção do Podemos teve início às 12h desta terça-feira e segue até o fim da tarde, às 16h.
"Vamos conversar. A convenção é a arte do diálogo (...) vamos homologar nossa chapa de deputado estadual, de deputado federal e fazer a composição com quem quiser o Podemos junto", afirmou Max.
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