Os estudantes paulistas aumentaram suas notas em Português e em Matemática e ficaram com Ideb 4,3 (a escala vai de zero a dez). São Paulo, porém, ficou em 10º lugar, atrás de Estados como Paraná, Piauí, Pernambuco, Ceará e Minas.
A perda de protagonismo paulista tem ocorrido ao longo da última década - São Paulo estava em 4º lugar em 2017. No entanto, outros Estados cresceram em ritmo mais acelerado e passaram a integrar o top 5 do indicador mais importante da educação brasileira.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira, 5, os resultados do Ideb, que considera a nota dos estudantes em provas do Sistema Nacional de Educação Básica (Saeb), de Português e Matemática, e o fluxo escolar, medido pela taxa de aprovação dos alunos.
Apesar de aumentar a nota no Saeb entre 2023 e 2025 (a prova é feita a cada dois anos), o ensino médio de São Paulo não chegou ao desempenho que os alunos tiveram antes da pandemia de covid, em 2019.
A média em Português naquele momento no Estado era 279,12 e está em 276,24, considerado nível básico de aprendizagem na escala do Todos pela Educação. Isso representa que eles não conseguem identificar a finalidade e a informação principal em notícias ou reconhecer ironia em crônicas e entrevistas.
Em Matemática, era de 273,45 e agora está em 268,32, nível abaixo do básico. Isso quer dizer, por exemplo, que aos 17 anos os alunos não conseguem determinar um valor reajustado de uma quantia a partir de seu valor inicial e do percentual de aumento.
O Ideb tem índices por escola, município, Estado, País, além de diferenciações por rede particular (amostral), pública, estadual e municipal. Como os Estados são responsáveis pelo ensino médio no País, essa é nota mais usada para avaliá-los.
O Ideb atual de São Paulo é igual ao da média nacional, no entanto, não atingiu a meta que havia sido estipulada para o Estado em 2021, que era de 5,1.
A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) entrou no governo em 2023 - no fim daquele ano o Ideb no Estado caiu para 4,2 e foi o pior desde 2017. O secretário de Educação, Renato Feder, tem implementado plataformas digitais, metas e premiações para que a rede aumente seus índices nacionais e regionais.
Neste ano, as notas na avaliação estadual (Saresp) também mostraram melhora, mas sem superar os resultados pré-pandemia.
Ensino técnico
O MEC divulgou um Ideb separado que considera também as escolas que têm educação tecnológica e profissionalizante (EPT) junto com ensino médio.
Nesse caso, o Ideb de São Paulo foi 4,5, atrás de praticamente os mesmos Estados no ranking que considera o ensino médio regular.
São Paulo tem investido nos últimos anos na ampliação da oferta do ensino médio integrado ao técnico, considerado um dos caminhos para aumentar o interesse dos adolescentes e também a conexão com o mercado. No Brasil, apenas 10% dos jovens estão em cursos desse tipo, enquanto essa proporção é bem mais alta em países desenvolvidos, como Finlândia (68%) e Alemanha (49%).
No ensino fundamental 2 (6ª ao 9ª ano), a rede estadual de São Paulo está na 7ª colocação do ranking, com Ideb 5,2 - 0,1 acima do registrado em 2023. Esse nível de ensino é compartilhado com as redes municipais; 55% dos alunos do 6º ao 9º ano estão nas escolas estaduais.
Os Estados com desempenho melhor que São Paulo foram Paraná, Ceará, Goiás e Minas, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, com alguns empates. Já São Paulo empata com Piauí.
No ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) a rede estadual têm apenas 18% dos alunos e o Ideb das redes municipais é mais representativo da qualidade da educação nesta etapa.
(Com Agência Estado)
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