As declarações ocorrem depois que os houthis anunciaram mais um ataque a um navio saudita no Golfo de Áden, próximo ao Mar Vermelho, na tarde desta quarta-feira. Mais cedo, os rebeldes também dispararam mísseis balísticos em direção a um petroleiro saudita chamado Wafa na região.
O membro do Conselho Político Supremo do Iêmen, Abdulaziz bin Habtoor, afirmou que a operação das Forças Armadas do país mostrou que o cerco saudita e tentativas de contornar o Iêmen são "ineficazes", ainda segundo a Tasnim. "O ataque ao navio ao norte de Yanbu tem uma mensagem clara: não se pode contornar a equação 'cerco por cerco' com rotas alternativas", disse ele. "Nenhuma rota será considerada segura. A Arábia Saudita deve entender que a expansão das tensões são resultado direto das suas ações".
O porta-voz militar dos Houthis, General Yahya Sare, também renovou ameaças contra o reino árabe ao afirmar que o grupo monitora "meticulosamente" petroleiros e navios sauditas. De acordo com ele, nenhuma embarcação da Arábia Saudita poderá passar pelo Mar Vermelho até que as demandas iemenitas sejam atendidas.
No campo diplomático, a agência de notícias estatal do Iraque (INA) informou que o ministro das Relações Exteriores do país discutiu com seu homólogo saudita os preparativos para uma próxima visita de uma delegação de segurança iraquiana à Riad.
Os sauditas participaram hoje de uma reunião quadrilateral ao lado de Paquistão, Egito e Turquia. O encontro foi o quinto entre os países e, segundo a agência iraniana IRIB, teve como foco soluções para a crise de segurança que enfrenta a região, além da retomada das vias navegáveis, como o Estreito de Ormuz. Os participantes também deram apoio aos esforços diplomáticos de Paquistão e Catar.
(Com Agência Estado)
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