"Não posso adiantar, mas provavelmente teremos nos próximos meses bons anúncios de dois países europeus", disse o embaixador ao falar sobre novos aportes em encontro promovido pela Amcham Brasil por ocasião da São Paulo Climate Week. Ele participou do evento remotamente.
Ao tratar das prioridades brasileiras na conferência sobre mudanças climáticas deste ano, a COP31, que será realizada em novembro na Turquia, Lyrio afirmou que o governo espera por novos avanços do fundo, que, pontuou, pode ser uma referência a outras iniciativas de casamento entre capital público e privado, o chamado blended finance, no financiamento da sustentabilidade.
"Não é uma doação. Na verdade, é investimento efetivo em uma causa extraordinária, que é a redução do desmatamento no mundo", pontuou o embaixador.
O Brasil abriu o TFFF com um aporte inicial de US$ 1 bilhão. Durante a COP30, realizada em novembro em Belém, no Pará, outros US$ 5,7 bilhões foram prometidos em aportes da Noruega (US$ 3 bilhões ao longo de dez anos), Indonésia (US$ 1 bilhão), Alemanha (1 bilhão de euros em uma década) e França (500 milhões de euros).
Segundo Lyrio, ainda que a maior responsabilidade de financiamento recaia normalmente sobre as grandes economias industrializadas, que são as maiores emissoras, a intenção é atrair também ao fundo a contribuição de países em desenvolvimento.
Em relação às prioridades do governo na COP deste ano, o Brasil, frisou o embaixador, também vai defender a posição dos biocombustíveis como alternativa crucial para a transição energética. Nesse tema, disse Lyrio, o compromisso, assumido pelos países em Belém, de quadruplicar o uso global de combustíveis sustentáveis, incluindo os biocombustíveis, é uma "prioridade absoluta".
(Com Agência Estado)
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