"Vamos fazer uma grande festa no lançamento da sua candidatura", diz um dos são-paulinos presentes na reunião.
Caboclo já ventilava como possível candidato nos bastidores. Agora, seu nome se torna público, ainda que sem candidatura oficializada. Entretanto, o apoio de Olten, principal rival político do atual presidente, Harry Massis Júnior, já é certo.
O possível candidato é conselheiro vitalício do São Paulo e já atuou como diretor financeiro do clube. Ele assumiu como presidente da CBF após a eleição de 2018. Uma denúncia de assédio o afastou da presidência três anos depois. Em 2023, o dirigente foi declarado inocente, com o Supremo Tribunal Federal (STF) dando baixa em seu último processo.
Após Massis ter assumido, a oposição do São Paulo se reconfigurou. Não há um bloco unânime. Antigos opositores de Júlio Casares compõem a ala, sem necessariamente se aliar a Olten.
Um dos grupos de opositores é o Salve o Tricolor Paulista, que pretende lançar Marcelo Portugal Gouvêa. Marcelinho, como é conhecido, é filho de Marcelo Portugal Gouvêa, que presidiu o São Paulo entre 2002 e 2006.
"O preparo, o caráter e a são-paulinidade de Marcelinho tornam-no, sem dúvidas, a melhor alternativa para o futuro do clube. Reiteramos nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade no debate político", escreveu o grupo em comunicado após o vazamento do vídeo do encontro com Caboclo.
A reunião de Caboclo também mexeu na situação. A conselheira Cléo Prado compõe a diretoria de Massis no futebol feminino, mas participou do encontro de opositores.
O possível candidato por parte da situação é Adilson Alves Martins. Ele era aliado do ex-presidente Júlio Casares e foi diretor financeiro do clube entre 2015 e 2017.
(Com Agência Estado)
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