"Nós estamos aprovando uma lei, assumindo um compromisso com vocês, e todo mundo tem que ficar atento se essa lei estiver sendo burlada. Se as pessoas não denunciarem, a gente não vai saber", declarou o presidente.
Lula disse também que, com a MP do Frete, a relação entre empresários e caminhoneiros não vai valer através da "lei do mais forte". Ao falar sobre outras demandas da categoria, como créditos para a aquisição de caminhões e outros equipamentos, o presidente disse que não é fácil convencer os bancos a fazerem investimentos em projetos do governo.
"Não pensem que a gente tem facilidade de convencer os bancos a colocar dinheiro. Às vezes, a gente está cheio de boa intenção, toma uma decisão e aí o banco fala: olha, eu não estou preparado para isso, não tenho experiência com isso, a pessoa não vai poder pagar e eu não posso correr o risco. É muito complicado", afirmou.
A MP do Frete busca endurecer as regras do transporte de cargas, além de fortalecer o cumprimento do piso da categoria. O texto incluía um "jabuti" que anistiava caminhoneiros que participaram de manifestações após a vitória de Lula sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente vetou a anistia. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), a medida presidencial busca evitar um tratamento desigual entre aqueles que atentaram contra a democracia.
Os ministros do governo que discursaram foram Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego). Marinho destacou que a medida provisória foi chancelada de última hora no Senado diante de um indicativo de greve da categoria. "Poderia ter sido aprovada com mais facilidade, mas foi preciso ameaça", declarou.
(Com Agência Estado)
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