A deputada estadual Edna Sampaio (PT) se posicionou nesta quinta-feira (28) sobre as negociações envolvendo o pedido de abertura da CPI do Feminicídio na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Questionada sobre o anúncio do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, de que teria havido um acordo para evitar a instalação da comissão, a parlamentar negou a existência de pacto e ressaltou que o recuo se deve à maioria consolidada do governo na Casa.
“Como uma deputada pode firmar acordo com um governo que tem maioria na Assembleia? Nunca houve abertura de CPI neste governo. Isso é da natureza da política: o Executivo sempre constrói maioria no Parlamento”, afirmou Edna.
A deputada explicou que procurou o governo para dialogar sobre a pauta e defendeu que a investigação sobre feminicídios deveria ter apoio do Executivo. Segundo ela, o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, confirmou que não haveria espaço para a CPI, mas se comprometeu a garantir transparência e acesso a informações para que o debate seja aprofundado.
“Eu argumentei que não era uma CPI para atacar o governo, mas um instrumento para tratar de um problema de Estado. Fico feliz que o secretário tenha assumido publicamente o compromisso de fornecer informações e disponibilizar secretários para prestar depoimentos. Isso já representa uma vitória das mulheres”, destacou.
Edna também disse que a retirada de assinaturas de deputados inviabilizou a tramitação do requerimento. “Quando cheguei à sessão, fui informada de que seis parlamentares haviam retirado os nomes, por isso não seria pautada. Eu não tenho poder de decidir a pauta da Assembleia”, explicou.
Apesar do impasse, a deputada afirmou que a discussão colocou a violência contra a mulher no centro do debate político em Mato Grosso e acredita que o tema terá novos desdobramentos.
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