O presidente da Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), Lucas Costa Beber, cravou uma redução em 10% do volume da soja produzida no Brasil em 2026. Costa Beber ressaltou que no último ano o agronegócio do país foi beneficiado com o tarifaço do presidente norte-americano, Donald Trump, responsável por gerar uma guerra comercial com a China, valorizando o produto brasileiro. Além da queda de braço internacional, as condições climáticas também favoreceram os produtores do Brasil. Porém, o mesmo não se repete em 2026.
Segundo Costa Beber, o "produtor está no negativo" e o que tem dado uma rentabilidade mínima para a sobrevivência do setor é o milho.
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"Esse ano não se repete a média que Mato Grosso teve no ano passado. Provavelmente nós teremos 10% a menos de produtividade, mas temos um pequeno incremento de aumento de área. Então, a produção total do Estado deve ser menor que o ano passado e a produtividade também", disse Costa Beber à imprensa.
"O lucro hoje, se você considerar só a cultura da soja, o produtor está no negativo, principalmente considerando as altas taxas de juros. Hoje nós sabemos que há um desequilíbrio fiscal no governo federal, o governo compete por crédito com o setor privado, o que para manter a inflação controlada, o Banco Central", emendou.
A soja é um das commodities que regula o mercado. O momento atual é de recessão para os produtores do grão, pelo menos, no Brasil.
O presidente da Aprosoja explicou que as altas taxas de juros promovidas pelo governo federal para competir com os bancos privados na concessão de crédito, dificultam a garantia de capital de giro, essencial para investir na compra de insumos e sementes. "Isso tem encarecido muito o custo de produção do produtor", destacou.
É nesse contexto que o milho surge para auxiliar o setor. "É necessário ter duas culturas, que é o milho, que graças a Deus ainda está com preços bons, que está ajudando o produtor a ter uma mínima rentabilidade. Se fosse só a soja, inviabilizaria", detalhou o presidente.
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