O governador Mauro Mendes (União) voltou a subir o tom contra o sistema judicial e as leis penais do Brasil ao comentar o atropelamento de Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, de 72 anos, ocorrido na última terça-feira (20), na Avenida da FEB. O condutor do veículo, o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, possui um currículo criminal que inclui o assassinato de um delegado e o esquartejamento de uma estudante.
Para Mendes, o fato de um indivíduo com esse histórico estar em liberdade é a prova de que a legislação brasileira precisa de uma reforma urgente.
"Olha que absurdo. Um elemento que já tinha matado um delegado, tinha matado uma mulher esquartejada, e agora mata outra no trânsito. O que eu lamento profundamente é que a lei brasileira permite que o Judiciário interprete e coloque esse cara na rua. Já prendemos criminosos cinco, seis vezes no mesmo ano", disparou o governador.
Ele ainda lamentou que os esforços do Estado em equipar as polícias e construir presídios sejam "anulados" pela legislação. O governador destacou que o Estado investiu pesado na contratação de 3.500 novos policiais e na modernização da segurança, mas que a sensação de impunidade persiste devido ao que chama de "leis que favorecem bandidos".
UM HISTÓRICO DE SANGUE
O motorista do Fiat Toro que atingiu a idosa e fugiu do local sem prestar socorro é uma figura conhecida do meio policial. Em 1998, matou o delegado Eduardo da Rocha Coelho com um tiro.
Em 2004, ganhou as manchetes nacionais ao matar e esquartejar a estudante Rosimeire Maria da Silva em um motel de Juscimeira, jogando os restos mortais em rios diferentes.
Mesmo condenado a penas que somavam 32 anos, Paulo Roberto ganhou liberdade em 2008 e conseguiu registro na OAB, atuando como advogado criminalista.
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