A Polícia Militar exonerou o tenente-coronel Welington Rodrigues Mendonça, comandante do 22º Batalhão de Peixoto de Azevedo, após ele ser preso acusado de importunação sexual, em Cuiabá, nesse domingo (25).
Por meio de nota, a corporação disse que foi determinada a “exoneração imediata” do militar e que a Corregedoria-Geral instaurou um procedimento administrativo para o esclarecimento dos fatos.
O militar foi colocado em liberdade após audiência de custódia e deverá responder processo civil e criminal.
O posicionamento da PM conclui dizendo que a força “não coaduna com nenhum tipo de crime cometido por parte de seus integrantes”.
ENTENDA O CASO
O caso foi registrado na madrugada de domingo, quando o tenente-coronel teria constrangido duas mulheres física e verbalmente, tocando nelas sem consentimento.
Ao ser rejeitado, ele ameaçou as vítimas informando sua patente na PM e dizendo que estava armado. As mulheres acionaram a polícia, que fez a detenção do acusado.
No momento da prisão, o homem estava em visível estado de embriaguez e tentou intimidar os policiais que atenderam a ocorrência, com ofensas e ameaças. Ele também se recusou a entregar sua arma.
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Uma das vítimas é servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Por meio de nota, o deputado estadual Max Russi, presidente da AL, afirmou que, embora o fato tenha ocorrido fora do ambiente institucional, situações dessa natureza são inaceitáveis e não podem ser toleradas. Disse, ainda, que a Casa prestará total apoio à servidora.
O presidente concluiu dizendo que cobrará do comando da PM a adoção das providências cabíveis “com o máximo rigor”.
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