O presidente da Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), Lucas Costa Beber, avalia que o presidente Lula (PT) perseguiu o agronegócio, prejudicando o setor com baixos investimentos e, principalmente, expondo os produtores à insegurança jurídica ao dificultar a derrubada da moratória da soja. Impedido de fazer manifestações sobre as eleições pelo cargo à frente da Aprosoja, Costa Beber repassou a decisão sobre o voto a Lula aos produtores, porém, reforçou que o petista escanteia o agro em seu terceiro mandato.
"Em diversos aspectos, nós vimos que o setor foi deixado de lado pelo atual governo. Você espera, então, que o Lula seja reprovado nas jurisprudências? Eu, como entidade, não posso manifestar politicamente, tenho que me manifestar tecnicamente, diante de fatos. Quem vai fazer a escolha é o produtor e, de fato, o produtor e qualquer empresário brasileiro, não só o produtor, todos buscam segurança jurídica", falou Lucas Costa Beber à imprensa nesta quarta-feira (14).
Para o presidente da Aprosoja, Lula desrespeitou o agro ao permitir que a Advocacia Geral da União (AGU) requeresse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que fosse prorrogada a suspensão a lei sancionada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) que retira os incentivos fiscais das trandings adeptas à moratória. Ele ressaltou que o acordo comercial amplia a insegurança jurídica do setor.
"E o que nós vimos nos últimos tempos foi uma insegurança, um exemplo é a Moratória da Soja, que nós vimos a Advocacia Geral da União atuando a favor de um acordo privado e desrespeitando o nosso Congresso Nacional, o que também gera uma grande instabilidade nos freios, contrapesos e balanças dos três poderes, ou seja, a União atuando, desrespeitando a atuação do Congresso Nacional. Isso tudo traz insegurança jurídica e afasta investimento para o nosso país", opinou.
Além disso, Costa Beber também criticou Lula por defender as demarcações de terras indígenas passando por cima do marco temporal, afetando áreas produtivas. "Eu vejo como que foi uma atuação de grande perseguição ao setor e de desvalorização. O plano safra, sempre vindo com juros altos, o que desestimulou a produção no país. Por outro lado, a demarcação de terras indígenas, desrespeitando quem já deveria ter a segurança jurídica", concluiu Costa Beber.
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