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ROTA BLOQUEADA

Irã fecha Estreito de Ormuz, rota de 20% do petróleo mundial, e eleva risco de crise energética

Guarda Revolucionária ordena que "nenhum navio passe" pela via estratégica após ataques de EUA e Israel; tensão ameaça disparar preços e afetar mercados globais

CONTEÚDO O GLOBO

A Guarda Revolucionária do Irã informou, por meio de comunicação via rádio VHF, que "nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz", segundo relato de um oficial da missão naval da União Europeia, a Aspides. A advertência foi direcionada a embarcações que transitavam pela região neste sábado (28), em meio à escalada do conflito após os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra alvos no território iraniano.

O oficial, que falou à agência Reuters sob condição de anonimato, afirmou que o Irã ainda não formalizou a ordem por canais oficiais. Historicamente, Teerã já ameaçou bloquear a estreita via marítima como retaliação a eventuais ofensivas contra a República Islâmica.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, sendo a principal rota de escoamento de petróleo de grandes produtores como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos. Diariamente, cerca de 20 milhões de barris de petróleo, aproximadamente um quinto do consumo mundial, e volumes significativos de gás natural liquefeito (GNL) atravessam a passagem.

Localizado entre o Irã, ao norte, e Omã, ao sul, com proximidade dos Emirados Árabes, o estreito tem largura entre 33 km e 60 km e é classificado como um dos principais "pontos de estrangulamento" (chokepoints) do comércio global de energia. Qualquer interrupção no tráfego pode provocar alta nos preços e instabilidade nos mercados internacionais.

Tensão militar e alertas

O comandante do Exército do Irã, Amir Hatami, afirmou que as forças do país estão em alerta máximo após o envio de navios de guerra americanos ao Golfo. Em declaração à agência oficial IRNA, Hatami enfatizou que a tecnologia nuclear da República Islâmica "não pode ser eliminada", em resposta às pressões do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã negocie seu programa atômico.

"Se o inimigo cometer um erro, não terá dúvida de que colocará em risco sua própria segurança, a segurança da região e a segurança do regime sionista", declarou.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país está disposto a negociar sobre seu programa nuclear "em pé de igualdade", e não sob ameaça, e ressaltou que "nunca" aceitará negociar suas capacidades em termos de armas e defesa.

Na sexta-feira (27), Trump declarou que Teerã demonstra interesse em "chegar a um acordo" para evitar uma intervenção militar americana. Estados Unidos, Israel e potências ocidentais acusam o Irã de buscar desenvolver armas nucleares — o que o governo iraniano nega.

Exercícios militares e recomendações a navios

Na véspera dos ataques, a Guarda Revolucionária realizou "um exercício naval de dois dias com fogo real" no Estreito de Ormuz, segundo comunicado do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). A pasta recomendou que a Guarda evitasse "qualquer comportamento inseguro e pouco profissional nas proximidades das forças americanas".

Os Estados Unidos classificaram a Guarda Revolucionária como organização terrorista em 2019, durante o primeiro mandato de Trump. A União Europeia introduziu iniciativa semelhante na quinta-feira (26), à qual o Irã prometeu responder.

Após os ataques deste sábado, a Administração Marítima do Departamento de Transporte dos Estados Unidos emitiu alerta recomendando que navios comerciais evitem o Oriente Médio. Segundo o órgão, o Estreito de Ormuz, o Golfo Pérsico, o Golfo de Omã e o Mar Arábico estão sujeitos a "atividade militar significativa", sendo recomendado que as embarcações "se mantenham afastadas desta área, se for possível".

A orientação acrescenta que navios com bandeira americana, de propriedade americana ou tripulados por cidadãos dos Estados Unidos devem manter distância mínima de 30 milhas náuticas de qualquer embarcação militar do próprio país, para evitar que sejam confundidos com ameaças.

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