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Política Terça-feira, 03 de Março de 2026, 21:38 - A | A

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Terça-feira, 03 de Março de 2026, 21h:38 - A | A

GESTÃO MUNICIPAL

Prefeito de Cuiabá nomeia ex-agente da PF 'Japonês da Federal' para cargo de secretário-adjunto

Newton Hidenori Ishii, que ganhou notoriedade nacional na Operação Lava Jato, assume função na Secretaria Municipal de Governo para atuar em articulação institucional e compliance

DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), nomeou Newton Hidenori Ishii para o cargo comissionado de secretário-adjunto de Governo. A nomeação foi oficializada no Ato GP nº 381/2026 e publicada na última segunda-feira (2).

Conhecido nacionalmente como "Japonês da Federal", Ishii possui uma longa trajetória no serviço público federal, com 42 anos de atuação na Polícia Federal. Sua imagem ficou fortemente associada à Operação Lava Jato, em Curitiba, onde atuou na escolta de presos, o que lhe rendeu grande visibilidade na mídia.

Na nova função, a administração municipal espera que Ishii contribua com a articulação entre as pastas e na implementação de práticas de compliance. "Newton é uma figura conhecida, experiente e inteligente. Fiz o convite para que ele atue na prefeitura pelo período em que estiver em Cuiabá, e ele aceitou", justificou o prefeito Abilio Brunini.

O currículo do novo secretário, no entanto, também inclui passagens controversas. Em 2016, Ishii foi preso no âmbito da Operação Sucuri, acusado de integrar um esquema de facilitação de contrabando na fronteira do Brasil com o Paraguai. Em 2020, ele foi condenado pela Justiça Federal em Foz do Iguaçu à perda do cargo público e ao pagamento de multa de R$ 200 mil pelo crime. A defesa do agente recorreu da decisão à época.

Após a condenação, Ishii se aposentou da PF em 2018. O processo transitou em julgado, e a perda do cargo foi confirmada, embora a aposentadoria não tenha sido automaticamente cassada pela sentença.

Além da carreira policial, Ishii é bacharel em Direito e, nos últimos anos, atuou como palestrante sobre compliance e a Lava Jato. Ele também é autor do livro "O Carcereiro", que narra sua versão sobre os bastidores da operação.

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