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Política Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 18:05 - A | A

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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 18h:05 - A | A

EMBATE ACALORADO

Cattani aprova moção de repúdio a Lula e Lúdio rebate com críticas a família Bolsonaro; veja vídeo

O embate entre os deputados do PL e PT apimentou a sessão desta quarta (3); Lúdio foi endossado Altir Peruzzo que lembrou escândalo do Master e chamou os filhos de Jair de "batedores de carteira"

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Os deputados estaduais Gilberto Cattani (PL) e Lúdio Cabral (PT) protagonizaram uma batalha de moções de repúdio na sessão desta quarta-feira (3). Uma moção de repúdio de Cattani contra o presidente Lula (PT) por associar os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a traição ao país e, em seguida, sugerir o enforcamento como punição a traidores. No entanto, o contexto da moção de repúdio não foi especificado no momento da votação do requerimento e Lúdio fez uma reclamação ao presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), que puxou uma longa discussão entre os deputados de partidos da direita e esquerda.

"Presidente, primeiro, solicitar à mesa, quando colocar em debate moções de repúdio, que faça a leitura do conteúdo da moção", disse Lúdio a Max.

"A partir desse pleito do deputado Lúdio, todas as moções de repúdio, nós faremos a leitura", pacificou o presidente da AL.

Lúdio continuou no seu direito de fala e alfinetou Cattani, afirmando que o colega de plenário tinha "fixação pelo presidente Lula", mas que "deveria apresentar moção de repúdio à família Bolsonaro por ter viajado aos Estados Unidos para conspirar contra o Brasil", fazendo uma provocação ao deputado sobre o encontro da senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente norte-americano Donald Trump. Na ocasião, Flávio entregou documentos aos assessores da Casa Branca que endossaram a classificação das faccções criminosas, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), a terroristas.

O deputado petista escalou as críticas mencionando o escandâlo do Banco Master, com a cobrança de patrocínio milionário de Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro. "Foram para lá conspirar contra o Brasil, contra o PIX, para beneficiar a Visa, para beneficiar a Mastercard, para ajoelhar o Brasil diante dos Estados Unidos. Se o que o Flávio Bolsonaro fez contra o Brasil na semana passada lá nos Estados Unidos acontecesse com um americano, com um senador americano, esse senador americano perderia o mandato, seria preso, condenado à prisão perpétua ou até a pena de morte por trair o seu país".

O deputado Altir Peruzzo (PT), que assumiu recentemente a cadeira de Valdir Barranco (PT), acompanhou Lúdio e chamou a família Bolsonaro de "batedores de carteira" em decorrência ao escândalo do Master para financiar o filme em homenagem a Jair.

"Existe um ditado popular muito comum e utilizado, que é o ditado do pó se mijando no cachorro, o que está se vivenciando nesse momento é exatamente isto, a defesa incondicional de uma família de verdadeiros batedores de carteira, o que foi feito em todo esse processo com o tal do filme do ex-presidente Bolsonaro, foi literalmente ladrão roubando de ladrão, porque o que se fez? Se pediu dinheiro para o Vorcaro, se pediu dinheiro para a Prefeitura de São Paulo, se pediu emendas parlamentares e sabe-se lá o que mais se pediu", apontou Peruzzo.

Wilson Santos (PSD), cujo partido defende a candidatura à reeleição de Lula, seguiu na mesma linha. Para ele, a relação dos Bolsonaros com Trump é de subserviência aos Estados Unidos (EUA), passando a imagem que o Brasil é uma "colônia americana". "Só lamento. Os dois lados estão lá pedindo bênção ao presidente norte-americano, não deveria ser isso. O Brasil, nesses mais de 120 anos de República, já deveria estar em um patamar de independência, de respeito muito maior".

Faissal Calil (PL), que ingressou na sigla bolsonarista durante a janela partidária, pediu direito de fala e defendeu a moção. Ele retomou as denúncias de corrupção do governo Dilma Roussef (PT) com a Odebrechet para enfraquecer a narrativa construída por Lúdio.

"Basta você voltar um pouquinho no passado, lá no tempo da Dilma, 2015, 2014, 2013, você ligava a televisão, tinha um escândalo de roubalheira, esses camaradas aí roubando o nosso país o tempo todo". 

VEJA VÍDEO

 

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