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Política Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 17:38 - A | A

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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 17h:38 - A | A

SEGURANÇA CIBERNÉTICA

Max vê ataque hacker na Saúde como “preocupante” e pede investimento em tecnologia 

Presidente da ALMT cobra investimentos urgentes em segurança digital e alerta para o risco de invasões em pastas como a Fazenda

BIANCA MORTELARO
Da redação

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), declarou que o ataque hacker que atingiu o sistema da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) é “preocupante”, após o incidente cibernético ocorrer no mesmo período da instalação da CPI da Saúde no Legislativo Estadual. O parlamentar demonstrou apreensão com o momento em que a invasão ocorreu e com a segurança digital de outras áreas estratégicas do Executivo.

“Preocupante porque está acontecendo uma CPI neste momento, com informações que essa comissão precisa, e agora esse hacker invade. É muito alarmante porque, se conseguem invadir a Secretaria de Saúde e apagar tudo, imagine se entrarem na Secretaria de Fazenda. Olha o caos que nós vamos ter”, alertou Russi, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (3).

LEIA MAIS: SES-MT sofre ataque hacker, mas recupera dados

Max Russi cobrou um posicionamento mais firme do governo do estado na proteção de dados digitais e defendeu investimentos robustos em segurança cibernética. Ele lembrou que Mato Grosso possui uma empresa pública de tecnologia da informação (MTI) com profissionais qualificados que precisam de respaldo para blindar o estado.

“O governo tem que investir em tecnologia, nós temos uma empresa pública do estado, que tem bons profissionais lá, e nós não podemos aceitar isso. A ALMT está preparada para esse tipo de problema, com backups mantidos em outros locais para evitar a perda de dados em incidentes”, disse.

Em resposta ao questionamento feito pelo deputado Wilson Santos (PSD), sobre a coincidência do ataque ocorrer justamente no período de instalação da CPI da Saúde, Russi afirmou que cabe à própria comissão investigar se há alguma correlação, embora, na sua opinião, acredite que ela não exista.

“Respeito a posição do deputado Wilson Santos, e acho que a CPI precisa levantar isso. Mas o fato é que o Estado precisa ter backup dessas informações”, concluiu.

O presidente da Casa de Leis garantiu que a possível falta de dados digitais não vai travar as investigações.

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