O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), justificou o repasse de dívidas da Secretaria da Educação de 2025 para 2026 e chamou a denúncia de supostas "pedaladas" do ex-secretário da pasta, Amauri Monge, de "narrativas". Abilio afirmou que a Lei Orçamentária Anual (LOA) respalda a gestão. Segundo ele, a LOA admite que o Executivo faça a movimentação de pendências financeiras. Além da LOA, a gestão de Abilio afirma que as dívidas foram informadas à Comissão de Educação da Câmara.
Amauri apontou as "pedaladas" ao atender convocação dos vereadores para prestar esclarecimentos. Em sua defesa, o ex-secretário - acusado por Abilio de investir R$ 80 milhões na compra de livros sem o consentimento da gestão - falou que Abilio usa a aquisição dos materiais pedagógicos para fazer uma "cortina de fumaça" sobre o endividamentio milionário da pasta que se aproxima dos R$ 100 milhões.
"Aquilo que eles chamam de pedalada, a gente chama de LOA. E a LOA prevê fazer a execução financeira e deixar restos à pagar no ano seguinte. Às vezes, a distorção das falas ela se dá propositadamente para formar narrativas", disse o prefeito nessa terça-feira (2).
Em seguida, o prefeito fez menção indireta a publicação divulgada pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) que embarcou na polêmica e publicou vídeo andando de bicicleta. "A moda agora não é pedalar? Também estou dando a minha pedalada", ironizou Emanuel. Na capa do vídeo, Emanuel coloca um guarda o barranco com as mesmas características de Abilio. O prefeito respondeu ao desafeto político em tom de brincadeira, pedindo que usem fotos dele após o tratamento contra a obesidade.
"Mas querem fazer a imagem minha andando de bicicleta? Podem fazer imagem minha andando de bicicleta só que, pelo menos, use uma imnagem mais magra minha porque hoje eu estou mais bem fisicamente para andar de bicicleta".
A compra de livros na Educação é alvo de uma investigação interna da Prefeitura e de auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O presidente do órgão, Sérgio Ricardo, visitou com o prefeito o almoxarifado da pasta e anunciou que a apuração será extendida a outros municípios. Rondonópolis e Várzea Grande estão na mira do presidente do TCE.
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