O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou as recentes críticas do deputado estadual Faissal Calil (PL), classificando o descontentamento do aliado como reflexo de "inseguranças" típicas do período eleitoral. Enquanto afasta rumores de ruptura, Brunini projeta um cenário otimista para o Partido Liberal na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), prevendo que a legenda pode conquistar entre três e quatro cadeiras no pleito de 2026.
“Eu acredito que tá tudo certo. Eu acredito que o descontentamento muitas vezes ocorre por causa do processo eleitoral mesmo, as preocupações dos candidatos. Todo candidato tem o seu momento de aflição dentro desse processo eleitoral, porque tem muita essa questão da insegurança”, afirmou Abilio, em entrevista nesta terça-feira (18).
Brunini ainda comparou a situação com sua própria trajetória, afirmando que “essas inseguranças passam e a realidade dos fatos permanece”, reforçando que mantém um bom relacionamento com o parlamentar e que tem ajudado o parlamentar.
A reação do prefeito ocorre após Faissal, que foi um dos principais coordenadores da campanha de Abilio em 2024, manifestar publicamente que seu grupo político perdeu espaço e apoio popular devido à associação com a atual gestão municipal. Em entrevista ao videocast PodOlhar na última semana, Faissal explicou que apesar de ter trabalhado ativamente para a eleição de Abilio, montando inclusive a chapa do PRTB que somou mais de 10 mil votos, o grupo acabou sem participação na estrutura do Executivo.
Apesar das tensões internas, Brunini mantém o foco na estratégia partidária para expandir a bancada do PL. O prefeito aposta no fortalecimento da chapa para garantir o maior número possível de representantes no legislativo estadual.
“A estratégia do PL é, realmente, fortalecer os seus candidatos, construir um projeto sólido, elegendo o maior número de deputados possíveis na Assembleia Legislativa. Cara, eu garanto pra vocês, três [vagas] é certeza e a quarta vaga vai depender do fracasso dos outros”, projetou Brunini.
O gestor justificou sua análise indicando que o sucesso da sigla dependerá tanto da performance interna quanto da fragmentação de adversários. Conforme Abilio, o fenômeno de conquistar vagas por média, como ocorreu na chapa federal em 2022, pode se repetir no cenário estadual.
“Pode acontecer que o PL volte a fazer três federais, buscando, possivelmente, a quarta vaga, caso haja alguma falha. E pode acontecer do PL estadual também fazer quatro vagas. Tendo em vista que várias chapas de estadual também já estão sendo desmanchadas e estão falhando por aí”, concluiu.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










