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Política Terça-feira, 18 de Agosto de 2026, 11:59 - A | A

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Terça-feira, 18 de Agosto de 2026, 11h:59 - A | A

CONFLITO NO PV

Nadaf não abre mão de espaço na chapa de Paula e dispara: "que me expulsem"

Vereador de Cuiabá revela que acordo para apoio a Paula Calil prevê vaga de vice-presidente na Mesa Diretora para o Partido Verde e critica perseguição da executiva estadual

BIANCA MORTELARO E CAMILA RIBEIRO
Da redação/Do local

Camila Ribeiro/HNT

MARIO NADAF E JOSE STOPA

O vereador por Cuiabá, Professor Mário Nadaf (PV), subiu o tom contra a presidência estadual de sua sigla e revelou que a aliança com o grupo de Paula Calil (PL) prevê que o Partido Verde ocupe a vice-presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Em resposta à decisão do presidente da legenda em Mato Grosso, José Roberto Stopa, de encaminhar seu caso à Comissão de Ética por infidelidade partidária, Nadaf afirmou categoricamente: “se não me quiserem no partido, que me expulsem”.

O impasse ocorre porque Nadaf e o vereador Marcus Brito Jr. (PV) decidiram apoiar a reeleição de Paula Calil, candidata que tem o respaldo do prefeito Abilio Brunini (PL), principal opositor ao grupo político de Stopa.

“Essa mesma experiência já aconteceu no dia 1º de janeiro de 2024. O PV, que elegeu três vereadores, liberou o vereador Alex Rodrigues a votar em Paula. Portanto, eu não vou discutir jamais interna corporis. Estou pronto para discutir o alinhamento ou não com o governo municipal. Eu sou bem claro, se não me quiserem no partido que me expulsem”, afirmou Nadaf, em entrevista ao HNT.

LEIA MAIS: Stopa confirma processo contra vereadores do PV que apoiam grupo de Abilio

Enquanto Stopa afirma que a decisão de não apoiar o grupo de Abilio Brunini é uma diretriz nacional e estadual irrevogável, Nadaf sustenta que as composições internas do Legislativo devem ser decididas pelos próprios vereadores. Ele ressaltou que, diferentemente de votações anteriores, o atual acordo garante um espaço de destaque para o PV na governança da Câmara.

“A Mesa anterior foi capitaneada pela Paula como a presidente e contou com a participação de um integrante do PV: o vereador Alex. Que por sinal, nunca houve espaço nenhum na Mesa Diretora e agora nós iremos fazer parte na condição de candidato a vice-presidente da Mesa Diretora”, explicou Nadaf, contextualizando que a adesão agora renderia benefícios políticos institucionais à bancada.

LEIA MAIS: Nadaf acusa comando do PV de intimidar vereadores para vetar apoio a Paula

Questionado sobre quem ocuparia a vaga de vice na chapa encabeçada por Calil, o vereador indicou que o nome ainda será definido entre os parlamentares da sigla que compõem o grupo de apoio à parlamentar do PL, conhecido como "G14". Nadaf reforçou que a candidatura de Paula é um fato consolidado no qual o PV já se inseriu historicamente, minimizando a influência de sua escolha pessoal na viabilização do nome dela.

“Pode ser qualquer nome, pode ser o Marcus Brito, pode ser o Mário Nadaf eu só quero lembrar, novamente, não foi eu que criei Paula, ela já era candidata, recomendado pelo Executivo municipal e o Partido Verde participou através do Alex, votando favoravelmente sem nenhum espaço na Mesa”, pontuou.

O conflito escalou após Nadaf protocolar um projeto para mudar a data da votação da Mesa Diretora, o que daria mais tempo de articulação ao grupo de Paula, enquanto Marcus Brito apresentou uma resolução para permitir a reeleição da atual presidente. Diante da ameaça de judicialização por infidelidade partidária e perda de mandato, Nadaf apelou para seu histórico de fundação na agremiação.

“Eu acho que nós estamos sofrendo uma perseguição desnecessária. Eu sou um dos fundadores deste partido, estou desde 2007 e também quero respeito. Interna corporis cabe a nós vereadores. Mas estou pronto, respeito o meu líder José Roberto Stopa, estou pronto para discutir, mas também quero ter a liberdade de vereador”, concluiu Nadaf.

Até o momento, a executiva nacional do PV analisa juridicamente a situação para decidir se pedirá os mandatos dos parlamentares no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), enquanto o diretório estadual mantém a orientação de que o PV não deve viabilizar nenhuma candidatura ligada ao PL.

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