"Do jeito que está hoje, ela vai ser amplamente judicializada. Eu não consigo vê-la prosperar no País. Ela vai acabar no Judiciário e não vai conseguir garantir estabilidade jurídica e tributária para que os investidores tenham um ambiente adequado", declarou durante sabatina promovida pelo Porto Digital, no Recife.
Raquel Lyra classificou o debate sobre a reforma como uma "prioridade zero" de seu governo e afirmou que pretende buscar mudanças em articulação com o presidente da República, o Congresso Nacional, outros governadores e representantes do setor empresarial.
A governadora demonstrou preocupação especialmente com os efeitos sobre o setor de serviços, que, segundo ela, tem peso predominante na economia pernambucana.
"Não adianta a gente fazer uma reforma tributária e achar que, pelo nome, ela vai resolver o problema do Brasil se não conseguir dialogar com os diversos segmentos da nossa economia", disse. Para Raquel, a criação de tratamentos específicos para diferentes setores também aumenta a incerteza sobre as regras gerais da tributação.
(Com Agência Estado)
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