A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), realizou nesta segunda-feira (17) uma reestruturação no comando da Secretaria Municipal de Saúde e nomeou o servidor efetivo Michael Alves como secretário interino da Pasta. A medida foi adotada após a Justiça impedir que o secretário de Governo, Silvio Fidélis, assumisse temporariamente o cargo, conforme planejado pela administração municipal.
A mudança ocorreu após a exoneração da então secretária de Saúde, Valéria Aparecida Nogueira, que passou pouco mais de quatro meses à frente da Pasta, antes da demissão a pedido. A intenção da prefeita era que Fidélis acumulasse interinamente as funções até a definição de um novo titular. No entanto, o plano foi barrado por decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, que determinou o afastamento cautelar de Fidélis por 90 dias.
O magistrado entendeu que a permanência do secretário em cargo de comando poderia representar risco às investigações que apuram supostas irregularidades em um contrato de transporte escolar de R$ 6,2 milhões, firmado quando ele ocupava a Secretaria Municipal de Educação.
Diante do impedimento judicial, a prefeitura optou por uma solução interna. Michael Alves, de 36 anos de idade, é servidor concursado desde 2018 e ocupava o cargo de assessor de Gestão da Saúde. Engenheiro civil com especialização em Engenharia Clínica Hospitalar, ele passa a comandar interinamente a pasta.
As mudanças também atingiram outros cargos estratégicos da Saúde. Além da saída de Valéria Nogueira, foram exonerados a subsecretária Luíza Boabaid de Carvalho Couto Vilela e o superintendente administrativo Gabriel Henrique Pereira de Figueiredo.
Gabriel, porém, foi reconduzido à estrutura da secretaria e assumiu a subsecretaria da Secretaria de Saúde. Já Fredson Correa de Souza foi nomeado para a Superintendência Administrativa e Financeira.
O afastamento de Silvio Fidélis também provocou alterações na Secretaria Municipal de Governo. Com a decisão judicial, o subsecretário Jomar José Tavares passou a responder interinamente pela pasta.
A determinação que afastou Fidélis teve como base relatórios da Controladoria-Geral do Município (CGM), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que apontaram indícios de irregularidades no contrato investigado, incluindo possível manipulação de documentos e pagamentos sem comprovação adequada. Em sua defesa, a Prefeitura de Várzea Grande sustenta que os atos praticados foram legais e argumenta que a intervenção judicial não seria necessária.
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