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Polícia Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 16:00 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 16h:00 - A | A

ACHADO EM COVA RASA

Suspeitos alegam que marcenerio teve morte decretada por abuso de criança

Polícia aponta que integrantes de facção teriam decretado a morte de Carlos Alexandre, de 24 anos; corpo foi encontrado enterrado em cova rasa na BR-174, e três suspeitos foram presos

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

REPRODUÇÃO

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O marceneiro Carlos Alexandre Lopes de Oliveira Almeida, de 24 anos de idade, teria sido morto após ser acusado de abusar sexualmente da filha menor de um dos investigados, que seria um faccionado do Comando Vermelho, segundo informações levantadas pela Polícia Civil. O corpo do jovem, que estava desaparecido desde domingo (25), foi encontrado enterrado em uma cova rasa às margens da BR-174, a cerca de 40 quilômetros de Juína (745 km de Cuiabá), nesta terça-feira (28).

Três suspeitos de envolvimento no homicídio e na ocultação do cadáver foram presos em flagrante durante as investigações conduzidas pela Delegacia de Juína. Conforme a Polícia Civil, os investigados seriam integrantes de uma facção criminosa, e a morte do marceneiro teria sido determinada pelo grupo em razão da acusação.

A suposta violência sexual, no entanto, não foi apresentada pela Polícia Civil como fato comprovado. A informação aparece como possível motivação investigada para o homicídio.

CORPO EM COVA RASA

A Polícia Civil chegou ao local após ouvir testemunhas e obter informações durante os interrogatórios dos suspeitos. O corpo foi encontrado na região da Linha I, às margens da BR-174, no sentido de Vilhena (RO), enterrado a poucos centímetros de profundidade e envolto em um lençol.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os procedimentos periciais, e o corpo foi encaminhado para exames.

As investigações começaram após a polícia tomar conhecimento do desaparecimento de Carlos, visto pela última vez em 25 de outubro. Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram três suspeitos de participação no caso.

Os homens foram levados à delegacia, ouvidos pelo delegado plantonista e autuados em flagrante pelo crime de destruição, subtração ou ocultação de cadáver. A Polícia Civil informou ter identificado indícios de participação dos três tanto na morte quanto na ocultação do corpo.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do homicídio, verificar a possível motivação e individualizar a conduta de cada investigado.

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