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Polícia Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 13:01 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 13h:01 - A | A

OPERAÇÃO REESCRITA

Saiba quem são os advogados investigados por falsificar decisão para "Miro Louco"

Segundo a Polícia Civil, grupo apresentou decisão falsa que autorizava transferência de Miro Louco antes do prazo legal

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Reprodução

advogados alvos da Operação Reescrita

Os advogados investigados por suspeita de falsificação de decisão judicial para transferência do vice-líder do Comando Vermelho, Miro Arcangelo Gonçalves de Jesus, o "Miro Louco", foram identificados como Pabline Mayara Barbosa Belfort Medeiros, Gerson Tome Trevisol e Felipe Augusto Dorileo de Rezende. A informação foi confirmada pela Polícia Civil ao HNT.

LEIA MAIS: Advogados usaram decisão falsa para tentar transferir "Miro Louco" para Cuiabá

O trio sofreu buscas e apreensão em suas residências na manhã desta quarta -feira (27), no âmbito da Operação Reescrita, deflagrada pela Polícia Civil com base em investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). 

O escritório de Pabline Mayara Barbosa Belfort Medeiros também sofreu buscas e apreensão. A Polícia Civil informou que as ordens foram cumpridas com o objetivo de localizar celulares, computadores, notebooks e outros dispositivos, além de documentos e mídias que possam contribuir para o elucidação dos fatos.

A DECISÃO FALSA

As investigações iniciaram após a GCCO/Draco receber informações de uma suposta decisão judicial que determinava a flexibilização da vinda de Miro Louco para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, antes do término do prazo estabelecido em decisão judicial anterior. Ele está preso da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. 

Segundo a investigação, o pedido judicial para a transferência do preso foi apresentado em junho de 2025. Ainda no mesmo ano, em dezembro, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá e solicitaram providências relacionadas ao cumprimento da suposta decisão, que teria sido proferida em novembro de 2025.

Na ocasião, eles apresentaram uma cópia do documento, posteriormente encaminhada por um dos advogados investigados ao contato institucional do gabinete. Durante a verificação, servidores da unidade judicial constataram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.

Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.

Os elementos reunidos nas investigações demonstraram que uma das investigadas teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois advogados teriam atuado na apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.

Diante das evidências, foi representado pelos mandados de busca e apreensão contra os investigados com o fim de elucidar a origem do documento, as circunstâncias de sua produção e circulação e a participação individual dos envolvidos.

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