O gabinete do governo central para Castilla-La Mancha confirmou o número de mortos e disse que outras 58 pessoas precisaram de atendimento hospitalar. As equipes de resgate continuam procurando entre os destroços por sobreviventes e corpos.
Em janeiro, houve outra colisão entre trens de alta velocidade no sul da Espanha.
A operadora do sistema ferroviário da Espanha, a ADIF, informou que a colisão ocorreu na manhã desta quarta na província de Toledo. O acidente envolveu dois trens de alta velocidade que transportavam centenas de passageiros e seguiam na mesma direção, de Madri para Sevilha, no sudoeste da Espanha.
Um trem, operado pela estatal espanhola RENFE, atingiu a traseira do outro trem, pertencente à empresa ferroviária privada IRYO, que havia parado, descarrilando dois de seus vagões em uma área rural entre duas localidades.
O serviço ferroviário foi suspenso entre Madri, Ciudad Real e a Andaluzia.
Até este ano, não havia ocorrido nenhum acidente fatal nas linhas de alta velocidade da Espanha desde que a rede foi inaugurada em 1992. Era uma fonte de orgulho nacional.
O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, afirmou que o acidente foi causado pelo que classificou como uma ordem de um centro de controle depois que um sistema de segurança falhou. Indicou que os maquinistas não tiveram culpa.
Puente explicou que, às 8h30, o sistema de segurança em um trecho de 63 quilômetros deixou de funcionar devido a uma falha informática, o que paralisou todos os trens nesse segmento. Porém, o centro de controle ordenou que o trem da RENFE retomasse a marcha sem restrições de velocidade e ele acabou colidindo com o trem da IRYO, que estava parado, às 8h53.
Puente sustentou que nunca se deveria ter ordenado que o trem voltasse a se mover, já que o sinal de parada continuava ativo. E, caso fosse para seguir, ao menos deveria ter sido indicado que avançasse a velocidade reduzida.
Puente disse que ainda estavam analisando as informações para determinar a que velocidade o trem trafegava, mas que ele poderia estar a 200 km/h nesse trecho.
Puente enfatizou que não estava atribuindo responsabilidades a ninguém, mas apenas expondo os fatos.
O acidente, ocorrido em um trecho plano cercado por olivais entre as localidades de Urda e Los Yébenes, deixou um vagão reduzido a pedaços de metal e outros materiais, espalhando destroços.
A ministra da Saúde, Mónica García, disse à TVE que as equipes de emergência estavam se concentrando em resgatar sobreviventes e corpos dos dois vagões mais danificados. Disse que os feridos estão sendo levados para diferentes hospitais da região.
"Foi um impacto em alta velocidade, então acreditamos que isto seja uma tragédia", afirmou García.
Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castilla-La Mancha, informou que havia 397 passageiros no trem da RENFE e 147 no trem da IRYO.
Trens dessas duas empresas também estiveram envolvidos em outra colisão fatal em janeiro.
A IRYO, uma empresa de propriedade italiana, disse em comunicado que "ativou seus protocolos de segurança e está colaborando estreitamente com as autoridades".
O prefeito da cidade próxima de Urda, Manuel Galán, disse à TVE que as autoridades de proteção civil pediram à prefeitura que preparasse um ginásio para atender os passageiros feridos.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.









