Após a maior participação eleitoral em mais de 25 anos, israelenses acompanhavam nesta quarta-feira a reta final da contagem. Com 85% das cédulas contabilizadas, o Likud tinha 20,8% dos votos, e o Yashar, partido liderado por Eisenkot, 16,1%, segundo os dados divulgados.
Os números preliminares sugeriam que nenhum dos dois campos políticos teria folga para costurar uma coalizão majoritária. O desempenho do Likud também ficou abaixo do registrado em 2022, quando a legenda havia obtido 23,4% dos votos.
A taxa de comparecimento ficou próxima de 78%, a maior desde 1999. O resultado final deve sair nos próximos dias e ainda inclui a contagem de centenas de milhares de votos em separado, como os de militares e diplomatas.
Partidos liderados por árabes, cujos eleitores representam cerca de 20% da população israelense, registraram avanço e ampliaram sua influência nas negociações. Uma eventual parceria com essas siglas, porém, segue sendo politicamente sensível. Netanyahu voltou a rejeitar a hipótese de compor um governo com partidos árabes, e essas legendas também descartam participar de uma coalizão liderada por ele.
Eisenkot, por sua vez, deixou aberta a possibilidade de cooperação com partidos árabes sob determinadas condições, como o reconhecimento de Israel como Estado judeu e a classificação do Hamas como grupo extremista. Ainda assim, não está claro se possíveis aliados de Eisenkot aceitariam rever sua resistência a esse tipo de acordo para viabilizar uma maioria parlamentar.
Em Israel, os eleitores votam em partidos, não em candidatos. O presidente Isaac Herzog consulta as legendas e indica um político para tentar formar governo. Embora a tendência seja que o Likud permaneça como a maior legenda, Herzog não é obrigado a escolher automaticamente o líder do partido mais votado.
Se ninguém conseguir reunir apoio suficiente para uma coalizão majoritária, novas eleições podem ser convocadas já no início do próximo ano. Israel realizou cinco eleições entre abril de 2019 e novembro de 2022 em razão de impasses semelhantes. Outra alternativa seria um governo minoritário, que dependeria de apoio externo para aprovar medidas no Parlamento.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
(Com Agência Estado)
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