O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou denúncia contra o tenente da Polícia Militar Rennan Albuquerque de Melo e a sua esposa, Karoline Pereira Miranda de Melo, pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, fraude processual, posse ilegal de arma de fogo e dano qualificado.
Renan é acusado de atirar contra um motorista de aplicativo por conta de uma briga de trânsito em 19 de dezembro de 2025, na Capital. Posteriormente, junto com a esposa, comunicou o furto do carro que usava no momento do crime. A ideia era dificultar a investigação.
A dinâmica começou nas proximidades do Shopping Goiabeiras. O motorista de aplicativo havia acabado de desembarcar um passageiro quando parou em um semáforo. Atrás dele, o Tenente Albuquerque, conduzindo um VW Jetta, colidiu na traseira do Nissan Versa da vítima. O motorista seguiu adiante e parou metros depois para tentar conversar sobre o dano.
Já no bairro Duque de Caxias, foi quando a agressividade escalou, o Tenente acelerou, passou à frente do carro da vítima, engatou a marcha ré e bateu várias vezes, desta vez atingindo a frente do veículo de aplicativo. Toda essa cena foi gravada pelo celular do trabalhador.
Antes que qualquer palavra fosse dita, o Tenente Albuquerque desceu do veículo já atirando. O alvo era o para-brisa, na direção do motorista. Mesmo ferido e sangrando muito, o motorista de aplicativo conseguiu engatar a marcha e acelerar para fugir da execução.
Nesse momento, o Tenente continuou atirando, desta vez atingindo a traseira e as laterais do veículo enquanto a vítima se afastava. A perícia da Politec identificou diversas perfurações no Nissan Versa.
O motorista conseguiu dirigir até as proximidades do antigo Pronto-Socorro de Cuiabá, onde abandonou o carro e foi socorrido por uma guarnição da PM que passava pelo local, sendo levado às pressas pelo SAMU para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).
Enquanto a vítima lutava pela vida no hospital, o Tenente Albuquerque iniciou o plano de fuga. Ele foi até um posto de combustível na Avenida Dubai, onde foi filmado pelas câmeras de conveniência.
Neste intervalo de tempo, ele registrou o furto do veículo, aparentemente na tentativa de criar um álibi para as batidas e para os disparos que havia realizado.
As imagens do tenente na conveniência mostram ele se encontrando com outros policiais militares. Na gravação é possível ver que um dos policiais bate continência para o tenente, o que na polícia indica o reconhecimento de uma autoridade superior. A suspeita é que eles tenham sido omissos para ajudar o tenente.
O caso desses militares foi encaminhado pelo Ministério Público para a Vara Militar para as providências cabíveis.
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