O delegado Bruno França, da delegacia de Polícia Civil de Sorriso, classificou como falsas ou como tiradas de contexto as mensagens divulgadas pela imprensa na semana passada e que apontaram supostas irregularidades na atuação dos policiais da região. Ele também afirmou que a divulgação dessas mensagens favorece uma facção criminosa.
Em nota encaminhada à imprensa, o delegado disse que, em outubro de 2025, um aparelho celular funcional foi furtado da delegacia. A partir daí, foram feitas "diversas publicações com intuito difamatório e calunioso" cujo objetivo é "deslegitimar o trabalho realizado pela Polícia Judiciária Civil".
A nota prossegue dizendo que foi esclarecido que o material não era verídico naquela altura. Contudo, voltou a ser divulgado após a prisão do investigador Manoel Batista da Silva, no último dia 1º de fevereiro.
"Tais publicações são alicerçadas em materiais dolosamente editados ou retirados de contextos jocosos, a fim de induzir à falsa conclusão de que existem comportamentos ilícitos por parte dos policiais desta unidade, especificamente no tratamento a presos e mortes por intervenção de agente do Estado", diz trecho do comunicado.
O posicionamento ainda destaca que a divisão de homicídios "jamais se envolveu em confronto policial algum. Absolutamente nenhum".
O delegado também disse que "todos os falsos relatos de maus tratos à custodiado", que segundo ele, são sempre feitos por integrantes de uma mesma facção criminosa, foram investigados e arquivados pelo Ministério Público.
"A publicação ou o repasse de tais materiais se apresenta como ferramenta de promoção e proteção do crime organizado e ataca, de forma ilegal e injusta, a honra objetiva e subjetiva dos policiais desta unidade", prossegue.
O delegado afirma que o material já foi entregue para a Corregedoria Geral da Polícia Civil e para o Ministério Público de Mato Grosso. Ele conclui dizendo que a delegacia de Sorriso está à disposição das autoridades para ajudar a esclarecer o caso.
LEIA MAIS - Policiais falam em matar, forjar prisões e agredir suspeitos em mensagens vazadas em MT
Nos diálogos, foram encontrados diálogos que apontam que os policiais forjavam prisões em flagrante, que agrediam os presos e contavam com o apoio de um médico legista para encobrir as agressões nos exames de corpo de delito.
Também há diálogo sobre confrontos supostamente forjados pela Polícia Militar na região. Em determinado momento, um dos interlocutores afirma: "a gente tá pegando uma arma e rodando ela pelos confrontos".
Em uma outra conversa, os policiais falam sobre relacionamentos entre policiais e presas, que eles chamam de "amor de grade". Em determinado momento, um dos integrantes do grupo diz ao outro: "dá uma escaldada na piranha, rapaz. Pode comer kkk".
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.






