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Brasil Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 08:53 - A | A

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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 08h:53 - A | A

FALÊNCIA RENAL

Pretinha, companheira de cão Orelha, morre após dias de internação

A cadelinha, que vivia com o parceiro na Praia Brava, em Florianópolis, foi hospitalizada no fim de janeiro e não resistiu aos problemas

METRÓPOLES

Pretinha, a cadelinha que vivia com o Cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, morreu, na noite de segunda-feira (9/10). Ela estava internada desde o fim de janeiro e foi vítima de falência renal.

O estado de saúde dela foi agravado por conta de complicações causadas pela dirofilariose, doença mais conhecida como verme do coração. A informação foi confirmada, através de uma carta aberta, pelo empresário Bruno Ducatti, que estava cuidando da cadelinha.

“Gostaria imensamente de poder trazer boas notícias sobre a Pretinha, cadela comunitária e fiel companheira do Orelha, da Praia Brava que vinha recebendo tratamento veterinário desde janeiro deste ano. Infelizmente, não é o caso”, começou ele.

Mais detalhes

Na postagem, ele falou sobre o caso: “É com profundo pesar e o coração despedaçado que comunico que, em 09 de fevereiro, às 20:30, em Florianópolis (SC), Pretinha faleceu em decorrência de falência renal, agravada por complicações causadas pela dirofilariose, apesar de todos os esforços médicos empregados para salvá-la”, contou.

E relatou: “Após os atos brutais que vitimaram o Orelha, Pretinha foi retirada das ruas e acolhida. Foi somente então que se revelou a gravidade real de seu estado de saúde — um quadro silencioso, avançado e cruel, como o de tantos animais invisíveis neste país“, disparou, antes de completar:

“Foram utilizados todos os recursos possíveis: internação intensiva, exames complexos, medicações de alto custo e acompanhamento contínuo. Ainda assim, a medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”, garantiu.

A história dos cachorrinhos

Logo depois, Bruno Ducatti recordou o caso do Cão Orelha: “Pretinha e Orelha deixaram uma marca que ultrapassa a Praia Brava. Suas histórias expõem o que funciona quando há cuidado comunitário — e o que falha quando o poder público e a sociedade se omitem”, analisou.

O empresário, então, desabafou: “Não escondo minha profunda frustração e tristeza por não ter conseguido salvá-la. Estive em viagem internacional, mas investi toda a minha energia, recursos e envolvimento emocional nessa tentativa. Resta-me a certeza de que Pretinha não agonizou sozinha na rua”, lamentou.

Pedido de Justiça

Em seguida, ele falou sobre punições: “Reafirmo, de forma clara, meu desejo de Justiça no caso do Orelha e em todos os episódios de maus-tratos. A punição precisa ser severa e exemplar. A impunidade alimenta a crueldade”, opinou.

E comentou: “É urgente enfrentar o abandono animal. Animais comunitários não são “sem dono” — são animais sem políticas públicas eficazes. Castração é saúde pública, prevenção e responsabilidade”, pontuou.

Bruno Ducatti encerrou com uma declaração: “Por fim, deixo um apelo: amor sem responsabilidade também mata. Tratamento veterinário preventivo não é luxo. ‘O modo como uma nação trata seus animais é uma medida de sua civilização’ — David Strauss. Descanse em paz, minha Rainha. Abraça o Orelha por todos nós. Nos veremos algum dia”, encerrou.

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