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Polícia Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026, 16:59 - A | A

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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026, 16h:59 - A | A

BMW E HILUX APREENDIDAS

Contador do CV tinha missão de comprar carrões para chefe do tráfico de Rondonópolis

Investigação aponta que preso era responsável por adquirir veículos de luxo para líder do Comando Vermelho em Rondonópolis.

Da Redação

O faccionado preso no litoral do Rio de Janeiro pela Polícia Civil de Mato Grosso, nesta quarta-feira (11), tinha entre as suas funções a missão de comprar veículos de luxo para o líder da facção Comando Vermelho (CV) em Rondonópolis (222 km de Cuiabá).

Identificado pelas iniciais A.A.S.N. e apontado como o braço direito de Gilmar Reis da Silva, conhecido como "Vovozona", ele atuava como contador e prestador de contas das finanças do esquema de lavagem de dinheiro comandado por Gilmar.

Ao todo, a Justiça de Rondonópolis determinou a apreensão de 10 veículos de luxo, mas ainda não foi disponibilizada a relação desses carros. Conforme a investigação policial os veículos de alto valor eram comprados por A.A.S.N., que era o responsável por levá-los ao Rio de Janeiro, onde ficavam à disposição de Gilmar, que está foragido.

LEIA MAIS - Braço direito do chefão do CV em Rondonópolis é preso em praia do Rio de Janeiro; vídeo

Preso na praia do Recreio, A.A.S.N. estava com uma caminhonete Chevrolet S10, adquirida por meio da atividade criminosa. Também foi apreendida no Rio de Janeiro uma BMW. O veículo estava no nome de uma empresa pertencente a uma mulher que também foi alvo de ordem de prisão, mas no estado do Paraná.

Na terça-feira (10), quando foi deflagrada a Operação Imperium, a assessoria da Polícia Civil divulgou imagens de uma segunda Hilux e de um Toyota Corola Cross. Não foi informado onde esses veículos foram apreendidos.

Para o delegado Marlon Luz, os elementos apurados evidenciam o uso de documentos falsos e de lavagem de dinheiro pela facção criminosa.

“A prisão do braço direito do líder e a apreensão de bens atende diretamente o foco da operação, que é atacar o poder financeiro do grupo criminoso, seja assegurando o bem para evitar perecimento e dilapidação, seja bloqueando valores em contas, enfraquecendo a sua atuação”, disse o delegado.

OPERAÇÃO IMPERIUM

As investigações demonstraram que empresas situadas em Rondonópolis (área de maior influência e atuação do faccionado) eram registradas com o seu nome falso e em nome de pessoa diretamente ligada a ele. No esquema de lavagem, as empresas recebiam dinheiro de integrantes da facção e reintroduziam em circulação, para compra de veículos, imóveis e repasses dos lucros aos membros da facção.

Durante levantamento patrimonial para eventual recuperação de ativo, foi possível identificar integrantes em diversos Estados federativos, onde o líder da facção também atuava.

Embora o núcleo empresarial seja registrado em Rondonópolis, as investigações identificaram integrantes financeiros e operadores patrimoniais nos estados de Minas Gerais, Paraná e no Rio de Janeiro.

Segundo o delegado Marlon Luz, o foco da operação é atacar o poder financeiro da facção, seja assegurando o bem para evitar perecimento e dilapidação, seja bloqueando valores em contas, sendo uma alternativa para o enfraquecimento do grupo criminoso.

“Assim, as medidas pessoais e patrimoniais que foram pedidas ao juiz visam, sobretudo, concluir a investigação com tranquilidade e tentar reverter esses bens e valores ilícitos aos cofres do Estado, após o processo regular”, explicou o delegado.

As 61 ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Rondonópolis, com base em investigações conduzidas pela Gerências de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá.

 

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