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Polícia Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026, 15:00 - A | A

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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026, 15h:00 - A | A

EM POLICLÍNICA

Coren cobra providências da Prefeitura de VG após médica e enfermeira serem atacadas duas vezes

Conselho denuncia falta de segurança após agressões contra enfermeira e médica no Parque do Lago; agressora é a mesma nos dois casos.

APARECIDO CARMO
Da Redação

O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) denunciou a falta de segurança para médicos e enfermeiros na policlínica do bairro Parque do Lago, em Várzea Grande. Em menos de um mês, servidoras da saúde do município foram agredidas, ameaçadas e constrangidas no exercício das suas funções.

De acordo com o Coren, os episódios ocorreram no dia 12 de janeiro e 9 de fevereiro de 2026 contra a enfermeira Angélica Tapajós dos Santos e a médica Brunna de Campos Pinheiro.

Nos dois casos, a agressora era a mesma pessoa. O segundo episódio de agressão ocorreu mesmo após a denúncia do primeiro caso para a polícia e com uma audiência judicial marcada.

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“Se é possível colher um aprendizado desse caso, a reincidência das agressões pela mesma paciente reforça ainda mais as falhas na proteção dos trabalhadores e a urgência de medidas efetivas para garantir ambientes de trabalho seguros”, diz a nota do Coren enviada para a imprensa.

O conselho se comprometeu a prestar apoio jurídico à enfermeira atacada, bem como acompanhar os desdobramentos junto aos órgãos de segurança e solicitar providências da administração do Município para assegurar a segurança das unidades de saúde e adotar protocolos de prevenção à violência contra profissionais da saúde.

O Coren, que classificou a situação como um problema estrutural que exige políticas públicas, disse que continuará atuando para que novas agressões em unidades de saúde não se repitam.

“A violência contra profissionais da Saúde não é aceitável sob nenhuma circunstância por se tratar de um ataque direto ao cuidado, à dignidade do trabalho e ao direito da população a um atendimento seguro e humanizado”, conclui a nota.

OUTRO LADO

Na terça-feira (10), a Prefeitura de Várzea Grande informou que prestou o suporte necessário às profissionais da unidade e que a médica agredida ficará afastada do cargo pelo período necessário para a sua recuperação.

“A Secretaria reforça que repudia qualquer forma de violência contra os profissionais de saúde e segue adotando as providências cabíveis para garantir a segurança dos servidores e a continuidade do atendimento à população”, conclui a nota.

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