De acordo com o comando, a operação faz parte da campanha aérea de Kiev contra instalações do setor de energia e contra a indústria ligada ao esforço de guerra russo - ofensiva que vem ganhando intensidade à medida que a Ucrânia amplia seu arsenal e capacidade de ataque de longo alcance, no quinto ano da invasão em grande escala.
O Estado-Maior disse, em comunicado publicado no Telegram, que o alvo principal foi a Usina de Processamento de Gás de Orenburg, integrante de um complexo que também abriga a única unidade de produção de hélio da Rússia. A nota afirma que o ataque provocou um incêndio no local.
Orenburg fica a mais de 1.200 quilômetros da linha de frente que se estende pelo leste e pelo sul da Ucrânia. O comando ucraniano descreveu a instalação como um dos maiores complexos de gás do mundo e afirmou que a planta produz hélio - usado em motores de foguetes a combustível líquido e em sistemas de orientação - além de etano, componente importante na fabricação de combustível sólido para foguetes e de pólvora, entre outros produtos.
As informações divulgadas pelo Estado-Maior não puderam ser verificadas de forma independente, e autoridades russas não comentaram imediatamente. A Ucrânia também não especificou se usou drones ou mísseis na ofensiva, embora ataques com drones tenham sido usados recentemente contra alvos em Moscou e São Petersburgo.
Além da usina de gás, o Estado-Maior afirmou que foram atingidos dois centros de comunicação por satélite utilizados pelas forças russas. Um deles teria sido o Centro de Comunicações Espaciais de Dubna, perto de Moscou, descrito como o maior complexo terrestre desse tipo na Rússia. O outro alvo ficaria na região de Vladimir, a leste da capital.
Foco na Crimeia
Nos últimos dias, a Ucrânia tem concentrado ataques com drones e mísseis na Crimeia, com o objetivo de pressionar e dificultar a logística russa na península ocupada. Durante a noite, ataques com drones interromperam o fornecimento de energia em Sevastopol, segundo Mikhail Razvozhayev, governador instalado por Moscou na cidade, que falou nesta quarta-feira.
Kiev busca, com essa campanha, atingir linhas de abastecimento militar e a rede elétrica da Crimeia justamente no auge da temporada de verão. Analistas ocidentais apontam ainda que a estratégia pode ter efeito político ao expor vulnerabilidades e aumentar a pressão interna sobre o presidente russo, Vladimir Putin, para encerrar a guerra.
A Crimeia ocupa uma posição estratégica no Mar Negro, abriga bases navais e funciona como uma rota importante de abastecimento para as forças russas dentro da Ucrânia. O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) informou nesta quarta-feira que atingiu dois aeródromos militares e destruiu sistemas de mísseis na península.
Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou que derrubou 323 drones ucranianos durante a noite. Já a Força Aérea da Ucrânia disse que a Rússia lançou 101 drones de ataque de longo alcance no mesmo período. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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