A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou o recurso de apelação da defesa de Alex Júnior Cardoso e manteve a condenação a 42 anos, nove meses e sete dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 824 dias-multa. A sentença, proferida pelo Tribunal do Júri de Rio Branco (281 km de Cuiabá) em dezembro de 2025, reconheceu que o homicídio do comerciante Clever Luciano Venâncio, de 39 anos, foi praticado em contexto de homofobia.
O Conselho de Sentença condenou o réu por homicídio qualificado, cometido por motivo fútil, mediante dissimulação e com emprego de arma de fogo de uso restrito, furto majorado, tráfico de drogas e organização criminosa armada. Somente pelo assassinato, a pena foi fixada em 29 anos, nove meses e nove dias de reclusão.
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Ao votar pela manutenção da sentença, o desembargador relator Wesley Sanchez Lacerda afirmou que “não há qualquer ilegalidade ou injustiça na aplicação da pena, que se mostra compatível com a gravidade dos fatos”. O magistrado também destacou que “o agir do acusado se revestiu de grau acentuado de censurabilidade, na medida em que dirigido contra a vítima em contexto que evidenciou intolerância e desprezo por característica pessoal sensível, historicamente marcada por estigmatização e violência”.
CRIME E FALSA ALEGAÇÃO
O assassinato ocorreu em junho de 2024, na zona rural de Lambari D’Oeste (MT). Na época, o suspeito foi preso em flagrante horas após o crime. À polícia, Alex Júnior Cardoso confessou ter matado Clever, mas alegou que agiu após ser “assediado” pela vítima em um bar. A versão, no entanto, foi contestada pelas investigações.
De acordo com os autos, o réu atraiu Clever para um local isolado na rodovia MT-170 simulando interesse sexual. No trajeto, disparou um tiro no rosto da vítima, desovou o corpo em uma área de mata e fugiu levando pertences, dinheiro e o veículo da vítima — um VW Up branco. O celular de Clever foi arremessado à margem da MT-247. Durante a abordagem policial, o suspeito estava em um táxi, portava mais de mil reais em espécie e não tinha documentos. Na residência indicada por ele, os policiais também apreenderam mais de 30 porções de pasta base e maconha.
O pai da vítima havia comunicado o desaparecimento de Clever na manhã seguinte ao crime, após estranhar a falta de contato do filho, que mantinha o hábito de telefonar diariamente.
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