Os estudantes dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Cinema e Audiovisual da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) publicaram uma nota de repúdio contra Gerência de Transportes e Reitoria da universidade por indeferir a solicitação de transporte para o Congresso Intercom Regional Centro-Oeste, que será realizado entre 20 a 22 de maio de 2026 em Brasília (DF).
A etapa regional é essencial para que os estudantes sejam classificados nacionalmente e exige que o aluno esteja presente para apresentar o produto ou a pesquisa que desenvolveu.
O Diretório Acadêmico de Comunicação Social (DACOS), entidade que representa os estudantes desses cursos em Cuiabá, solicitou o transporte para o evento no início do mês. Segundo documento encaminhado à Gerência de Transporte, o ônibus sairia do campus da capital com destino ao Centro Universitário de Brasília no dia 19 de maio e retornaria no dia 23. Ao todo, 40 alunos seriam transportados.
No entanto, 15 dias depois, a UFMT negou o ônibus afirmando que havia aulas de campo e visitas técnicas agendadas para as datas e que esses eventos seriam prioridade para a universidade. Os congressos estão na quarta posição na lista de solicitação de ônibus.
A justificativa apresentada pela Reitoria é a existência de restrições orçamentárias impostas no exercício financeiro de 2026 e todos os recursos foram comprometidos com a programação das aulas de campo.
Segundo a nota publicada pelo DACOS em redes sociais, as justificativas apresentadas foram inconsistentes e contraditórias: “ora falta de recursos, ora falta de logística, ora prioridade a "agendas de aulas de campo e visitas técnicas", ora frota antiga. Nenhuma dessas alegações foi acompanhada de critérios claros, transparentes ou aplicados de forma igualitária”.
O curso de Jornalismo da UFMT Campus Araguaia, teve ônibus liberado para essa mesma programação. Os alunos estão tentando que o campus da capital libere o ônibus até o campus localizado em Barra do Garças para que possam pegar carona com os outros estudantes, como estes já fizeram com os alunos de Cuiabá em anos anteriores. A organização informou que até o presente momento não houve resposta do Araguaia.
O DACOS acusa a universidade de “boicote institucional ao desenvolvimento científico e acadêmico” visto que os estudantes levam o nome da Universidade à competição todos os anos e trazem prêmios regionais e nacionais para o curso também anualmente.
Eles questionam a UFMT sobre a disponibilidade e organização de recursos, visto que houve a liberação de um ônibus para estudantes do ensino médio para o CONUBES, congresso secundarista realizado em São Bernardo do Campo (SP), entre os dias 16 e 19 de abril. A liberação foi feita sem que os estudantes sequer anexassem comprovantes de autorização dos pais ou responsáveis ou documentos exigíveis.
A organização afirma que entende a necessidade do transporte para os secundaristas, mas questionam que usem o transporte da universidade sendo que os próprios alunos da instituição não são prioridade: “O problema não é eles irem com ônibus da UFMT, o problema tá na gestão que prioriza alguns e esquece de outros. Deveria ter ônibus para todos os eventos”.
Segundo a organização, a solicitação do ônibus é sempre feita nesta mesma época do ano para a etapa regional, os estudantes que são aprovados para a etapa nacional do evento sempre custeiam a própria ida ao congresso, apenas podendo ser auxiliados com parte dos valores da passagem pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil.
“Não se trata de um pedido novo. Este é o terceiro ano consecutivo em que solicitamos transporte para o Intercom Regional e, em todas as edições em que os estudantes de Comunicação da UFMT participaram, o resultado foi de premiação e muita comemoração. Nossos alunos subiram ao pódio em um dos maiores congressos no país, representando esta universidade. Ainda assim, a resposta institucional foi negativa”, afirma o Diretório.
O OUTRO LADO
O Hipernotícias entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Universidade Federal de Mato Grosso e foi informado que aguardavam posição da reitoria antes de realizarem um pronunciamento oficial. O espaço permanece aberto para manifestação.
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