A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a prisão preventiva de Elieverson Carlos Jeronimo, investigado por suposta integração ao Comando Vermelho na região de Paranaíta. Por unanimidade, o colegiado negou o habeas corpus apresentado pela defesa, que pedia a liberdade ou a substituição da prisão por medidas cautelares.
Segundo o acórdão, Elieverson é apontado como “lojista” da facção. A investigação identificou, em dados extraídos de um celular apreendido, mensagens, áudios e comprovantes financeiros que, segundo a decisão, indicariam cadastro formal na organização e pagamento mensal de R$ 100 pela chamada “lojinha”.
A defesa alegou fragilidade dos indícios, ausência de contemporaneidade da prisão e apresentou como argumentos favoráveis a ocupação de músico, atuação como microempreendedor, residência fixa e vínculo familiar. O TJ, porém, considerou que esses fatores não afastam a prisão diante dos fundamentos apresentados na investigação.
A chamada Operação Horizonte envolve 26 investigados com atuação em quatro municípios. Os fatos atribuídos a Elieverson ocorreram entre o fim de 2024 e o início de 2025, enquanto a prisão preventiva foi decretada em maio deste ano. O tribunal considerou que a complexidade da investigação e a natureza permanente do crime justificam a manutenção da custódia.
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