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Justiça Quarta-feira, 01 de Julho de 2026, 17:16 - A | A

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Quarta-feira, 01 de Julho de 2026, 17h:16 - A | A

OPERAÇÃO GOMORRA

Operação mira prefeito de Campo Verde, afasta secretário e investiga fraudes em licitações

Alexandre Lopes foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas permanece no cargo. Secretário de Obras e outros três servidores foram afastados por decisão judicial

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira (União Brasil), foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada na manhã desta quarta-feira (1º) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A investigação apura um suposto esquema de fraudes em licitações e contratos administrativos envolvendo a Prefeitura do município.

Além do prefeito, o secretário municipal de Obras e outros três servidores foram afastados de suas funções por determinação da Justiça. A informação foi confirmada ao HiperNotícias pela assessoria de comunicação do Ministério Público.

A operação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o MPMT, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, quebra dos sigilos telemático e fiscal dos investigados, afastamento de servidores públicos e indisponibilidade de bens de investigados, entre agentes públicos e particulares.

As diligências ocorreram em Cuiabá e Campo Verde. Na capital, os mandados foram cumpridos em residências e empresas. Já em Campo Verde, as equipes estiveram na Prefeitura Municipal e nas casas de dois servidores investigados.

Ao HiperNotícias, o Departamento de Comunicação do Ministério Público esclareceu que Alexandre Lopes foi alvo apenas de busca e apreensão e não foi afastado do cargo.

"Apenas cumprimento de busca e apreensão contra o prefeito de Campo Verde, sem afastamento. Os afastados foram o secretário de Obras e mais três servidores da prefeitura", informou o Decom do MPMT.

De acordo com o Ministério Público, as medidas cautelares foram autorizadas pela Justiça para aprofundar as investigações, reunir provas e verificar a possível participação de agentes públicos e particulares em irregularidades relacionadas a processos licitatórios e contratos firmados pela administração municipal.

Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Campo Verde não havia se manifestado sobre a operação. O espaço permanece aberto para posicionamento dos citados.

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