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Economia Quarta-feira, 01 de Julho de 2026, 18:00 - A | A

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Quarta-feira, 01 de Julho de 2026, 18h:00 - A | A

Itaú cria site com posição sobre publicações que citam cobrança indevida a clientes

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Itaú criou um portal na internet para registrar posicionamentos oficiais do banco e detalhar fatos sobre um processo de ressarcimento a um grupo de clientes oriundo de um acordo fechado com o Ministério Público a partir de queixas de cobranças indevidas no passado. A página da internet foi criada em resposta a publicações feitas pelo portal Metrópoles sobre o tema. O banco notificou o site extrajudicialmente cobrando um direito de resposta.

O endereço criado pelo Itaú, no site https://factopoles.itau.com.br/, reúne dados, contextos e posicionamentos oficiais que, conforme a instituição, foram omitidos ou desconsiderados na apuração original. O objetivo é restabelecer o equilíbrio do debate e a transparência das informações para mercado, cliente e investidores, diz a nota.

O Itaú também reafirma o "respeito" à liberdade de imprensa, ao livre acesso às fontes, ao sigilo profissional e ao jornalismo investigativo, mas defende que o limite estabelecido deve ser o da "legalidade, das normas éticas e dos equilíbrio no debate público".

Acordo

Entre os conteúdos publicados, o Itaú responde a um conjunto de reportagens sobre um acordo firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) em dezembro do ano passado. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) encerra uma ação ajuizada em 2016 sobre seguros vinculados a cartões e prevê ressarcimento individual a clientes elegíveis, com previsão de R$ 11 milhão para essa factualidade e prazo de solicitação até 23 de fevereiro de 2028.

O Itaú esclareceu ainda que o Judiciário não atribuiu ao banco práticas intencionais de cobranças irregulares. O acordo trata de situações pontuais e já identificadas envolvendo um grupo específico de clientes que, no passado, contrataram seguro sem evidência de anuência e tiveram dificuldades para cancelá-lo, ressalta a nota.

"A maior parte dos casos envolve contratações fora das agências do banco, por meio de correspondentes bancários, ou contratações antigas, vindas de instituição adquirida pelo Itaú", acrescenta.

(Com Agência Estado)

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