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Justiça Segunda-feira, 13 de Abril de 2026, 17:58 - A | A

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026, 17h:58 - A | A

FINAL FELIZ

Mulher conquista direito e coloca nome da mãe e do pai socioafetivo em documentos

Ela foi registrada em 1980 pelos avós maternos como se fosse filha deles

ANNA GIULLIA MAGRO
DA REDAÇÃO

Após quase 50 anos, Kelly Benedita Carvalho da Luz  conseguiu que o nome de sua mãe biológica e de seu pai socioafetivo constasse em seus documentos, pessoas que sempre ocuparam tais posições em sua vida. A decisão corrige um erro judicial feito quando seus avós a registraram como filha em 1980.

O erro no registro ocorreu quando a mãe biológica de Kelly, Vanda Maria, engravidou aos 16 anos em situação de vulnerabilidade. Para evitar o estigma social da época, os avós maternos registraram a neta como filha, fazendo com que Kelly constasse legalmente como "irmã" de sua própria mãe durante mais de quatro décadas.

A correção do documento também oficializou a paternidade socioafetiva de José da Luz, que assumiu a criação de Kelly desde o seu primeiro ano de vida. Kelly destaca que, apesar de não possuir laço sanguíneo com José, a conexão emocional entre ambos é profunda, sendo ele o responsável por acompanhá-la em momentos marcantes, como seu casamento.

A decisão de buscar a justiça foi motivada pelo desejo de Kelly em regularizar a sucessão hereditária e garantir a identidade correta para seus filhos, de 6 e 13 anos. A idade avançada e a saúde frágil da avó biológica, atualmente com 96 anos, também apressaram a necessidade de adequar a vida jurídica à realidade afetiva da família.

O caso foi resolvido de forma célere por meio de um acordo de autocomposição mediado pela Defensoria Pública e homologado judicialmente no dia 11 de março. Com a sentença, Kelly passou a adotar oficialmente o sobrenome "da Luz", enquanto os avós foram devidamente realocados para o lugar correto na árvore genealógica da monitora.

*Com informações da assessoria

 

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