Após quase 50 anos, Kelly Benedita Carvalho da Luz conseguiu que o nome de sua mãe biológica e de seu pai socioafetivo constasse em seus documentos, pessoas que sempre ocuparam tais posições em sua vida. A decisão corrige um erro judicial feito quando seus avós a registraram como filha em 1980.
O erro no registro ocorreu quando a mãe biológica de Kelly, Vanda Maria, engravidou aos 16 anos em situação de vulnerabilidade. Para evitar o estigma social da época, os avós maternos registraram a neta como filha, fazendo com que Kelly constasse legalmente como "irmã" de sua própria mãe durante mais de quatro décadas.
A correção do documento também oficializou a paternidade socioafetiva de José da Luz, que assumiu a criação de Kelly desde o seu primeiro ano de vida. Kelly destaca que, apesar de não possuir laço sanguíneo com José, a conexão emocional entre ambos é profunda, sendo ele o responsável por acompanhá-la em momentos marcantes, como seu casamento.
A decisão de buscar a justiça foi motivada pelo desejo de Kelly em regularizar a sucessão hereditária e garantir a identidade correta para seus filhos, de 6 e 13 anos. A idade avançada e a saúde frágil da avó biológica, atualmente com 96 anos, também apressaram a necessidade de adequar a vida jurídica à realidade afetiva da família.
O caso foi resolvido de forma célere por meio de um acordo de autocomposição mediado pela Defensoria Pública e homologado judicialmente no dia 11 de março. Com a sentença, Kelly passou a adotar oficialmente o sobrenome "da Luz", enquanto os avós foram devidamente realocados para o lugar correto na árvore genealógica da monitora.
*Com informações da assessoria
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