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Justiça Segunda-feira, 13 de Abril de 2026, 10:50 - A | A

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026, 10h:50 - A | A

“RITUAIS DE ENERGIZAÇÃO”

"Líder espiritual" é condenado a 8 anos por abuso sexual de adolescentes em Cuiabá

Juiz reconheceu manipulação religiosa para cometer abusos contra jovens e determinou perda de cargo público em Santo Antônio do Leverger

ANDRÉ ALVES
Da Redação

O advogado Luiz Antônio Rodrigues da Silva, 53 anos, líder espiritual da Casa Sete Estrelas, foi condenado a 8 anos e 9 meses de reclusão por abusos sexuais cometidos contra duas adolescentes de 15 e 16 anos. A sentença foi proferida na sexta-feira (10) pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, que também determinou a perda do cargo de auditor público da Câmara Municipal de Santo Antônio do Leverger (34 km da capital). No entanto, o réu poderá recorrer em liberdade.

Em dezembro de 2025, o réu havia sido absolvido pelo juiz Jurandir Florêncio de Castilho Júnior em ação que tratava de denúncias feitas por outras 13 mulheres. Na ocasião, o magistrado considerou que os depoimentos eram insuficientes e não encontravam respaldo em provas robustas.

Luiz Antônio foi preso inicialmente em dezembro de 2023, acusado de abusar de sete mulheres, uma delas menor de idade. A investigação ampliou o número de vítimas para 15, sendo 13 adultas e duas adolescentes. Ele chegou a ser solto, mas foi preso novamente após novas denúncias envolvendo supostos rituais de “energização” e “limpeza espiritual”. Em maio de 2025, voltou a responder em liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica. O período de 7 meses e 10 dias em prisão preventiva será descontado da pena.

A sentença descreve que a adolescente de 15 anos frequentava o terreiro desde os 11 anos. Mas passou a ser alvo de manipulação religiosa quando o suposto líder afirmava que entidades espirituais determinavam que ambos deveriam manter relações sexuais, alegando que seriam “casados de vidas passadas”. Os abusos ocorreram no terreiro e em motéis por cerca de três anos. A pena para este caso foi de 4 anos e 8 meses.

O juiz destacou que a vítima chegou a ser agredida por terceiros dentro do terreiro por ciúmes relacionados ao vínculo imposto pelo réu, o que demonstraria o controle exercido por ele sobre o ambiente.

Já no caso da vítima de 16 anos, em agosto de 2023, o réu levou a adolescente a um motel sob o pretexto de que ela deveria “pagar o Exu” pelas consultas espirituais. Apresentando-se como representante da entidade, praticou atos libidinosos e conjunção carnal. Neste caso a pena aplicada foi de 4 anos e 1 mês.

O magistrado ressaltou que o crime foi cometido com violação do dever inerente ao ministério religioso, já que o réu ocupava posição de liderança espiritual sobre a vítima.

Além disso, ao determinar a perda da função de auditor da Câmara Municipal, o juiz afirmou que, embora os crimes não tenham sido cometidos no exercício do cargo, a conduta é “absolutamente incompatível com a dignidade e o decoro exigidos de um agente estatal”.

VÍTIMAS PELO TIK TOK
Já em um dos casos em que o advogado foi inocentado por falta de “provas robustas”, vítimas de defesa alegavam que ele usava conteúdos como líder religioso que ele postava no Tik Tok para atrair as jovens. Após conversas ele marcava os encontros conde ele pudesse manifestar sua religiosidade que na verdade era onde os abusos eram acometidos.

* Com informações do jornal A Gazeta e do G1 MT 

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