Quinta-feira, 05 de Março de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 20:31 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 20h:31 - A | A

ACORDO TRABALHISTA

MPT fecha acordo com MBRF para proteger gestantes em Lucas do Rio Verde

Empresa deve realocar trabalhadoras expostas a ruído, criar programa de saúde específico e protocolo de emergência para gestantes

DA REDAÇÃO

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) firmou acordo com a MBRF para adoção imediata de medidas de proteção às trabalhadoras gestantes na unidade de Lucas do Rio Verde (a 3350 Km de Cuiabá). O compromisso foi homologado pela juíza do Trabalho Priscila Assunção Lopes Nunes nesta quarta-feira (4), e decorre de ação civil pública que apontava exposição de funcionárias a fatores de risco, incluindo ruído elevado.

LEIA MAIS: MPT processa MBRF após 77 abortos confirmados em Lucas do Rio Verde

Pelo acordo, a empresa deve realocar gestantes de setores com ruído igual ou superior a 80 decibéis para áreas com níveis comprovadamente inferiores, sem prejuízo de remuneração ou benefícios. Também será implementado um programa específico de saúde para gestantes, com busca ativa para identificação da gravidez, avaliação de riscos, realocação obrigatória em caso de agentes nocivos, acompanhamento médico multidisciplinar e capacitação de lideranças.

LEIA MAIS: MBRF nega acusações do MPT sobre aborto em trabalhadoras grávidas

Outro ponto previsto é a criação de protocolo de atendimento emergencial, com fluxogramas visíveis em todos os setores, atendimento presencial por médico ou enfermeiro do trabalho antes de qualquer liberação e disponibilização de veículo exclusivo para transporte emergencial, equipado com itens básicos de primeiros socorros e comunicação direta com o SESMT.

O descumprimento das cláusulas acarretará multa de R$ 50 mil por irregularidade e R$ 20 mil por trabalhadora prejudicada, valores destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou ao Fundo de Direitos Difusos (FDD).

Para o MPT, o acordo representa avanço na proteção da maternidade segura no ambiente laboral e garante a adoção de medidas urgentes sem necessidade de aguardar o julgamento do mérito da ação. A negociação integra o Projeto Nacional de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros