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Polícia Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 10:22 - A | A

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PAGANDO EM DÓLAR

Conheça 'família do CV' que ostenta vida milionária com dinheiro do tráfico e Tigrinho

Eles são alvos da Operão Showdown da Polícia Civil que cumpre 31 mandados judiciais no Nortão de MT para diluir a quadrilha especializada em lavagem para faccção

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

A Polícia Civil confirmou ao HNT que Angélica Saraiva de Sá, Paulo Felizardo, Kauany Beatriz e Guilherme Laureth são os alvos da Operação Showdown da Polícia Civil que cumpre 31 mandados judiciais nesta quinta-feira (5) contra quadrilha especializada em lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.

Angélica, conhecida como 'Angeliquinha', é a líder do bando. Ela ostentava nas redes sociais vida de luxo com viagens e locação de mansões de alto padrão. O pai de Angélica, Paulo, sua filha Kauany e o genro Guilherme também participam do esquema que escoava o dinheiro do tráfico de drogas e divulgação do Tigrinho.  

Angeliquinha é considerada de alta periculosidade e está foragida desde agosto de 2025, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May em Cuiabá. Ela é a 'cabeça' do esquema e os familiares atuam no financeiro, administrando o 'caixa'. Os alvos são investigados por movimentar valores incompatíveis com a renda declarada e por administrar empresas utilizadas para dar aparência lícita ao dinheiro obtido de forma ilegal. 

LEIA MAIS: Polícia Civil desarticula núcleo familiar envolvido com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro de facção no norte de MT; vídeo

Kauany e Guilherme ostentam uma vida extremamente luxuosa, com compras de imóveis, carros de luxo e viagens internacionais. A jovem possui um perfil no Instagram com mais de 40 mil seguidores, onde compartilha detalhes da sua rotina e suas aquisições.

As investigações apontaram que, no período de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico, uma vez que os valores são totalmente incompatíveis com a renda declarada.

Além de empresas de fachada, a quadrilha também atuava com garimpo irregular na região de Alta Floresta. O pai da líder da facção seria o responsável por gerenciar o garimpo e um bar e prostíbulo próximo à cidade de Nova Bandeirantes.

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