Terça-feira, 12 de Maio de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Sábado, 09 de Maio de 2026, 08:46 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sábado, 09 de Maio de 2026, 08h:46 - A | A

"NÃO ABRA A BOCA"

MPE denuncia vereador por violência política de gênero em plenário 

Promotor eleitoral afirma que Leandro Budke agiu para dificultar o mandato da vereadora Juliana Micheli Arend; medidas cautelares incluem proibição de contato

BIANCA MORTELARO
Da Redação

O Ministério Público Eleitoral denunciou o vereador Leandro Budke (Cidadania) por violência política de gênero contra a vereadora Juliana Micheli Arend (PSB), durante sessão da Câmara Municipal de Porto dos Gaúchos (644 km de Cuiabá). A ação foi apresentada pelo promotor eleitoral Pedro Facundo Bezerra e tem como base um episódio registrado na 1ª Sessão Ordinária do Legislativo, realizada em 9 de fevereiro deste ano.

Segundo a denúncia, Juliana utilizava a tribuna dentro do tempo regimental quando foi interrompida pelo parlamentar, que teria ordenado publicamente que ela “não abrisse a boca”. Conforme o Ministério Público Eleitoral, mesmo após ser questionado, o vereador confirmou a intenção de silenciar a colega durante a sessão.

O caso ocorreu em plenário, na presença de vereadores, servidores e moradores que acompanhavam os trabalhos legislativos. Para o promotor eleitoral, a conduta ultrapassa os limites do embate político e caracteriza tentativa de impedir o livre exercício do mandato parlamentar em razão do gênero da vítima.

LEIA MAIS: MPMT firma TAC que prevê cineteatro e limita gastos com festas em Itiquira

“A conduta não configura mero debate político, mas um ato consciente e voluntário de silenciamento, dirigido exclusivamente à vereadora em razão de sua condição de mulher, com o objetivo de dificultar o exercício do mandato eletivo”, destacou o promotor na denúncia. O documento também aponta que a expressão utilizada carrega “histórico simbólico de exclusão feminina”, incompatível com o ambiente democrático do Legislativo.

Além da denúncia criminal, o Ministério Público Eleitoral pediu a adoção de medidas cautelares contra Leandro Budke, como a proibição de contato com a vereadora e a vedação de manifestações consideradas ofensivas, intimidatórias ou constrangedoras durante atividades parlamentares. Também foram solicitadas restrições de aproximação, exceto em situações necessárias ao funcionamento institucional da Câmara.

O órgão sustenta ainda que o episódio atinge não apenas a esfera individual da parlamentar, mas princípios ligados à igualdade de gênero e à representação política feminina. Por esse motivo, o MP Eleitoral entendeu não ser cabível a celebração de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros