O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou, nesta quinta-feira (7), Moacir Gonçalves Júnior a 52 anos de prisão, em regime inicial fechado, por triplo homicídio qualificado. O julgamento foi conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, e a acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues.
O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes, além das qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os crimes ocorreram em 8 de setembro de 2009, em Cuiabá. Segundo a investigação, o réu efetuou disparos de arma de fogo contra a ex-companheira, Alessandra de Paula Leandro, a mãe dela, Maria Aparecida de Paula Leandro, e o padrasto, Levi Monteiro de Souza. As três vítimas morreram no local.
De acordo com o MPMT, o crime teria sido motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento, em um contexto de violência doméstica e ameaças recorrentes contra a ex-companheira e familiares.
Durante o julgamento, os jurados entenderam que o réu agiu de forma premeditada e reconheceram que os disparos foram efetuados na região da cabeça das vítimas.
Na sentença, a magistrada fixou a pena total em 52 anos de reclusão pela prática de três homicídios qualificados.
Em plenário, o promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues destacou a gravidade do caso em razão do histórico de violência doméstica e da morte de três integrantes da mesma família em um único episódio.
“O Ministério Público espera que a decisão represente uma resposta da Justiça diante da gravidade dos fatos”, afirmou o promotor após o julgamento.
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