Terça-feira, 07 de Julho de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Terça-feira, 07 de Julho de 2026, 11:06 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 07 de Julho de 2026, 11h:06 - A | A

DIRIGIA A 100 KM/H

MP propõe acordo de R$ 500 mil para médica acusada de atropelar e matar trabalhador 

Letícia Bertolini é ré no processo criminal por ter provocado a morte do verdureiro Francisco Lúcio Mara, na madrugada do dia 14 de abril de 2018, na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá

MARYELLE CAMPOS
Da redação

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) propôs um Acordo de Não Persecussão Penal (ANPP), à médica Letícia Bortolini, ré por ter atropelado e matado o verdureiro Francisco Lúcio Mara, na madrugada do dia 14 de abril de 2018, na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Proposto na última sexta-feira (3), o acordo prevê o pagamento indenizatório de R$500 mil,  a suspensão do direito de dirigir e a confissão do crime. 

Para evitar a continuidade do processo criminal, a médica deve fazer o pagamento de R$ 300 mil à ex-companheira da vítima e R$ 200 mil a entidades sociais. Outras condições proposta pelo Acordo é prestação de serviços comunitários, o comparecimento mensal em juízo e a suspensão do direito de dirigir pelo prazo de 1 ano. 

Conforme o processo, a ex-companheira de Francisco, Maria do Carmo Cezário da Silva, tinha seu  aluguel, água, energia elétrica e despesas familiares essenciais custeadas pela vítima, o que configura dependência financeira. O que somado a profissão informal de Francisco, que não possuía nenhum tipo de vínculo trabalhista, acabou sendo lesada econômicamente, materialmente e psicológicamente. 

Além dessas sancões, a médica ainda deve confessar a veracidade dos fatos apurados no inquérito policial, que apontou para a influência de álcool e excesso de velocidade, incompatível com o limite permitido para na Avenida Miguel Sutil, bairro Cidade Verde, onde ocorreu o acidente. 

LEIA MAIS: Marido alega que médica não ingeriu bebida alcoólica antes de matar verdureiro atropelado

O acidente ocorreu no dia 14 de abril de 2018, por volta das 19h30, quando Letícia Bortolini atropelou o verdureiro Francisco Lúcio Maio, causando a morte do trabalhador ainda no local. 

O último laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) divulgado em fevereiro deste ano apontou que a médica dirigia a 101 km/h em um trecho que a velocidade máxima permitida era de 60km/h. Consta ainda que Francisco Lúcio Maia já estava na faixa da esquerda da avenida quando foi atingido pelo veículo, um Jeep Compass.

O laudo aponta, inclusive, que o carrinho de verduras que ele transportava já estava sobre o canteiro central da via no momento do atropelamento e sequer chegou a ser danificado com o acidente. 

Caso o acordo seja aceito pela defesa de Letícia Bortolini, o processo penal será arquivado e o MP irá solicitar ao juízo a declaração de extinção da punibilidade. Na prática, isso significa o encerramento definitivo do processo sem sentença criminal ou prisão. 

Com a celebração e o cumprimento do acordo de não persecução penal, o processo não constará na certidão de antecedentes criminais, exceto para a verificação dos requisitos de concessão de novo benefício.  

A resposta da defesa sobre o aceite ou não do Acordo deve ser manifestado no prazo de 5 dias. 

LEIA MAIS: Ministério Público recorre contra decisão que "livrou" Letícia Bortolini de Tribunal do Júri 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros