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Justiça Segunda-feira, 06 de Julho de 2026, 21:17 - A | A

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Segunda-feira, 06 de Julho de 2026, 21h:17 - A | A

NOVA DATA

Justiça retira sigilo de ação contra Carlos Alberto Gomes Bezerra e remarca júri para 21 de julho

Julgamento do filho do ex-deputado Carlos Bezerra foi adiado após pedido da defesa; público poderá acompanhar a sessão do Tribunal do Júri

DA REDAÇÃO

A 1ª Vara Criminal de Cuiabá determinou o levantamento integral do sigilo processual da ação penal que apura as mortes de Thays Machado e Willian Cesar Moreno e redesignou o julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra para o dia 21 de julho de 2026, às 9h.

A decisão foi proferida nesta segunda-feira (6) pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, após acolher pedido da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital. O requerimento para retirada do segredo de Justiça foi protocolado em 2 de julho pela promotora Élide Manzini de Campos.

Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que não há mais risco concreto à intimidade das vítimas ou de terceiros que justifique a manutenção do sigilo. A juíza destacou que a publicidade dos atos processuais é regra constitucional e autorizou a presença do público no julgamento.

Inicialmente, o júri estava marcado para esta terça-feira (7), mas foi adiado após pedido da defesa relacionado ao acesso a materiais produzidos durante a investigação.

Carlos Alberto Gomes Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), é réu confesso e está preso. Segundo denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio de Thays Machado foi praticado por motivo torpe, ligado à inconformidade com o fim do relacionamento, com emprego de extrema violência e em circunstâncias que impediram qualquer reação da vítima.

O MPMT sustenta que os disparos foram efetuados em plena luz do dia, em área urbana com intensa circulação de pessoas, utilizando uma pistola semiautomática. A acusação também aponta que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero.

Em relação à morte de Willian Cesar Moreno, o Ministério Público denunciou o acusado por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Conforme a denúncia, a ação teria sido premeditada e executada de forma a surpreender o casal, sem chance efetiva de reação ou fuga.

Apesar do levantamento do sigilo, a decisão estabelece restrições para a cobertura do julgamento. A captação de imagens no plenário ficará limitada à assessoria de imprensa oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sendo proibido o acesso de equipes de emissoras e demais veículos de comunicação para transmissão televisiva. Também permanece vedada a divulgação de imagens que permitam identificar o réu e os jurados.

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