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Justiça Domingo, 05 de Julho de 2026, 09:38 - A | A

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EX-PRESIDENTE DA OAB

Caseiro acusado de matar Renato Nery vai a júri em 15 de julho

Alex Roberto de Queiroz Silva será o primeiro acusado a ser julgado pelo assassinato do advogado; sessão ocorrerá no Fórum de Cuiabá

DA REDAÇÃO

Quase dois anos após o assassinato do advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), Renato Gomes Nery, a Justiça de Mato Grosso dará início ao julgamento dos acusados pelo crime. O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, que confessou ter executado o advogado, será submetido ao Tribunal do Júri no próximo dia 15 de julho, às 9h, no Fórum de Cuiabá.

A sessão será presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. Na decisão que designou o julgamento, o magistrado declarou encerrada a fase de preparação do processo e autorizou a oitiva das testemunhas indicadas pelo Ministério Público e pela defesa.

LEIA MAIS: STJ decreta prisão de 4 PMs que usaram arma da morte do advogado Renato Nery em execução

Alex é o primeiro denunciado pelo homicídio a ter o julgamento marcado. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), ele é apontado como o autor dos disparos que atingiram Renato Nery em frente ao escritório do advogado, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, na manhã de 5 de julho de 2024. A vítima foi socorrida, passou por cirurgia, mas morreu no dia seguinte em decorrência dos ferimentos.

Entre as testemunhas que deverão ser ouvidas em plenário estão os delegados Bruno Sérgio Magalhães Abreu e Caio Fernando Alvares de Albuquerque, o escrivão da Polícia Civil Davi Padilha Nogueira, a filha da vítima, Renata Moreira Gomes Nery, e Kaster Huttner Garcia.

De acordo com a denúncia do MPMT, o homicídio teria sido motivado por uma disputa envolvendo uma área de mais de 12 mil hectares no município de Novo São Joaquim. A acusação sustenta que o crime foi planejado por uma organização criminosa, composta por empresários, policiais militares e o executor.

Além de Alex, outras pessoas respondem ao processo por suposto envolvimento no caso, entre elas empresários apontados como mandantes e policiais militares acusados de participação na execução do plano criminoso. 

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