O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a prisão preventiva de quatro policiais militares da Rotam acusados de assassinar Walteir Lima Cabral e de tentar matar outras duas pessoas em Cuiabá. Segundo a denúncia do Ministério Público, os réus teriam fingido um tiroteio para encobrir a execução e ocultar que a mesma arma do crime foi utilizada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, ocorrido dias antes. Em cumprimento à ordem da corte superior, o juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, ordenou a expedição imediata dos mandados de prisão contra Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso nesta segunda-feira (22).
O crime aconteceu em 12 de julho de 2024, apenas uma semana após o homicídio do advogado Renato Gomes Nery, baleado em Cuiabá. Exames periciais de balística descobriram que a arma usada na ação dos policiais militares contra Walteir era a mesma do assassinato do advogado. Os investigados chegaram a ser presos na época, mas ganharam o direito de responder ao processo em liberdade em maio de 2025, sob a condição de cumprir medidas alternativas. O Ministério Público recorreu da soltura e levou o caso até Brasília, argumentando que a liberdade dos agentes representava um risco para a sociedade.
Ao analisar o pedido, a ministra Maria Marluce Caldas, do STJ, aceitou os argumentos da acusação e decretou que todos voltassem para a prisão. A decisão de Brasília destacou a gravidade extrema das condutas, a alta periculosidade dos policiais e o risco real de que eles pudessem intimidar as duas vítimas que sobreviveram ao ataque e as testemunhas do processo. Como a ordem da instância superior tem cumprimento obrigatório, o juiz da capital revogou as liberdades provisórias e determinou que a Polícia Civil e a Polícia Militar localizem e prendam os quatro acusados com urgência.
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Além de mandar prender os policiais, o juiz determinou que a gerência do processo verifique se todos os réus já apresentaram suas defesas iniciais na ação penal. Caso algum deles ainda não tenha respondido às acusações, a Justiça fará uma notificação pessoal para que o investigado indique um novo advogado ou passe a ser defendido de graça por um profissional da Defensoria Pública. Assim que os mandados de prisão forem cumpridos pelas autoridades policiais, a Justiça de Mato Grosso enviará um comunicado oficial ao STJ informando o fechamento da operação.
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