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Justiça Sexta-feira, 03 de Julho de 2026, 09:36 - A | A

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CONDUTAS GRAVES

Juiz mantém prisão de acusado de matar motorista de app que vendia drogas por delivery

Decisão aponta violência extrema, ligação com o CV e histórico criminal para justificar a continuidade da prisão.

ANDRÉ ALVES
Da Redação

O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva de Geovanni Mesquita Jesus, acusado de matar Kênio Carlos Orben de Arruda, motorista de aplicativo que vendia drogas por delivery supostamente a mando do Comando Vermelho (CV). Na decisão, desta quinta-feira (2), o magistrado considerou que permanecem presentes os requisitos que justificam a medida cautelar.

O crime ocorreu em 14 de abril de 2023, por volta das 20h, na Avenida Tapirapés no bairro Parque Ohara, quando Geovanni, juntamente com Yuri Leonardo Santos de Almeida e Eduardo Augusto Soares Addor Júnior, em uma moto e um gol, teriam fechado o carro de Kênio e o executaram a tiros. O crime teria sido cometido após o CV descobrir que o jovem entregava drogas por delivery sem autorização.

De acordo com as investigações, o trio teria descoberto a localização de Kênio com o envolvimento de uma mulher, que se passou por usuária de drogas e que fez o pedido para o motorista levar até o Parque Ohara. Depois de acertado o pedido, ela teria encaminhado a localização para os criminosos.

Simões destacou que o Geovanni responde por crime cometido com violência contra a pessoa e possui histórico de condenações por roubo. Entre os antecedentes citados estão uma condenação a 12 anos, 8 meses e 13 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e outra a 6 anos, 4 meses e 24 dias pelos crimes de roubo e corrupção de menor, em regime semiaberto. O juiz também mencionou outra ação penal por roubo, referente a um crime supostamente praticado em dezembro de 2019, cuja tramitação ficou suspensa porque o réu não havia sido localizado.

“O histórico prejudica o Acusado na medida em que revela a existência de condenações e de imputações de condutas graves, sempre a envolver violência ou grave ameaça a pessoa, também a recomendar, portanto, a manutenção da segregação provisória”, destacou.

Uma nova audiência de instrução foi agendada para o dia 27 de julho, quando serão ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

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