A chance de um novo corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, disse Beker, aumentou. Apesar disso, o BofA mantém a manutenção dos juros no patamar atual de 14,25% até dezembro como o cenário mais provável, levando em conta a desancoragem das expectativas de inflação e os estímulos econômicos.
"Eventualmente o Banco Central pode fazer mais 25 de corte, compra tempo; e eventualmente faz mais 25, e compra tempo", afirmou Beker durante café da manhã com jornalistas. Ele acrescentou que a extensão no horizonte relevante da política monetária, que mostra uma expectativa do BC mais próxima da meta, dá um alivio.
"A verdade é que 44 dias de distância entre as reuniões do Copom virou uma infinidade por conta do noticiário. É difícil você ter muita convicção." Conforme o cenário do BofA, após ficar estacionada em 14,25% neste ano, a Selic deve voltar a cair a um ritmo de 0,25 ponto porcentual em 2027, fechando o ano que vem em 13,25%. Depois, em 2028, com outros quatro cortes, a taxa deve ir para 12,25%.
A perspectiva é que os estímulos econômicos percam intensidade após as eleições, e que, independentemente do resultado das urnas, o próximo governo comece fazendo algum ajuste fiscal, reabrindo assim o espaço para corte de juros.
(Com Agência Estado)
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