Segundo a agência estatal IRNA, Ghalibaf disse que o Irã exigirá "a implementação completa dos entendimentos alcançados" e acrescentou que, caso Washington e Israel "não honrem seus compromissos", o país retomará suas medidas de resposta. O parlamentar também afirmou que os Estados Unidos "aprenderam durante a guerra que não podem enfrentar o Irã militarmente" e classificou as declarações israelenses como "mera propaganda sem fundamento".
Em reunião com o vice-presidente do Congresso Nacional do Povo da China, He Wei, Ghalibaf afirmou que o Irã "não permitirá qualquer interferência americana no Estreito de Ormuz" e que tratará da regulamentação da passagem pela via marítima apenas com os países do Golfo. De acordo com a agência iraniana ISNA, ele disse ainda que Teerã resolveu questões relacionadas ao trânsito de embarcações chinesas pelo estreito e acusou Israel de tentar sabotar o memorando firmado entre Irã e Estados Unidos, acrescentando que o poder de dissuasão iraniano impedirá uma nova guerra.
Também nesta sexta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que permanece em "plena prontidão" sob a liderança do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei. A força advertiu que "qualquer nova agressão será respondida de forma decisiva, mais esmagadora do que nunca".
As declarações ocorrem após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na quinta-feira que acredita que o Irã aceitou "tudo o que precisamos" no acordo negociado entre os dois países. Elas também antecedem o início das cerimônias fúnebres de Ali Khamenei, que começam neste sábado em Teerã.
(Com Agência Estado)
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