Sexta-feira, 03 de Julho de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Mundo Sexta-feira, 03 de Julho de 2026, 10:00 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 03 de Julho de 2026, 10h:00 - A | A

Erdogan usa proximidade com Trump para assegurar ida do líder dos EUA à cúpula da Otan

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem repreendido e menosprezado muitos de seus pares europeus que devem participar, na próxima semana, da cúpula da Otan na Turquia. O anfitrião, Recep Tayyip Erdogan, porém, vem se valendo de sua relação próxima com o líder americano para garantir sua presença no encontro em Ancara - visita que pode até ser acompanhada de um anúncio relevante na área de defesa turca.

Trump elogia Erdogan com frequência, chamando-o de "um líder e tanto" e de bom amigo. "Eu não teria ido por causa da maioria das pessoas", disse Trump na semana passada. "Mas ele me ligou. Ele disse: 'Por favor, a cúpula será na Turquia. Você tem que estar lá. Os Estados Unidos têm que estar lá'. Então eu vou por respeito ao presidente Erdogan."

A capacidade de Erdogan de explorar essa deferência ajudou a evitar a desordem que a ausência de Trump poderia causar à aliança, especialmente num momento em que o republicano vem ameaçando retirar tropas americanas da Europa e reduzir o papel dos EUA na Otan, o que tem inquietado aliados. Trump há anos cobra mais gastos de defesa dos demais membros e afirma que o compromisso firmado no ano passado para elevá-los coletivamente foi uma grande vitória pessoal. Mais recentemente, entrou em choque com países da aliança por não apoiarem sua guerra contra o Irã.

O presidente americano também acenou com a possibilidade de fazer anúncios durante a visita relacionados a motores de jatos e à eventual venda de caças F-35 - vetada há anos devido à proximidade de Ancara com Moscou.

A afinidade de Trump por líderes de perfil forte há muito o aproxima de Erdogan, que consolidou poder na Turquia primeiro como primeiro-ministro e agora está no 13º ano como presidente.

"A relação dele com Erdogan, que é bastante forte, segue um padrão do que parece ser sua preferência", disse Philip Gordon, ex-assessor de segurança nacional da vice-presidente Kamala Harris. "Muitas vezes se aponta que ele parece ter melhores relações com adversários e autocratas e diz coisas mais gentis sobre eles do que sobre aliados."

Gordon, hoje na Brookings Institution, acrescentou: "Erdogan está tirando total vantagem disso."

Trump, que deve ter uma reunião bilateral com Erdogan à margem da cúpula, será o primeiro presidente americano a visitar a Turquia desde Barack Obama, em 2015. Em contraste, o ex-presidente Joe Biden manteve Erdogan à distância, citando o retrocesso democrático no país e os laços com a Rússia.

Partidos de oposição e organizações de direitos humanos acusam Erdogan de enfraquecer a democracia e restringir a liberdade de expressão. Eles afirmam que investigações e processos sem fundamento contra ativistas, jornalistas, políticos da oposição e outros seguem sendo um problema persistente.

Soner Cagaptay, do Washington Institute, disse que Erdogan e Trump "se deram bem" pessoalmente no primeiro mandato do republicano. Quando Biden convidou Erdogan, em 2024, para visitar os EUA após a Turquia endossar a entrada de Finlândia e Suécia na Otan, Erdogan decidiu não ir.

"Essa foi a maneira de Erdogan sinalizar a Trump: 'Ei, você provavelmente vai ganhar a eleição'", disse Cagaptay. "Acho que Trump viu isso como um grande gesto."

Durante encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na semana passada, um repórter perguntou a Trump se ele levaria "uma grande sacola de presentes para Erdogan" na viagem, observando que Ancara busca motores F-110 e caças F-35.

"Sim, acho que sim", respondeu Trump. "Sim, eu provavelmente vou fazer algo que vai deixá-lo muito feliz." Trump também havia sugerido em setembro que os EUA poderiam retomar em breve as vendas do F-35 para a Turquia.

A Turquia foi excluída do programa em 2019, após comprar sistemas russos de defesa antiaérea S-400. Autoridades americanas temem que o uso do sistema russo permita a Moscou obter informações sobre as capacidades do F-35.

Em reunião no Salão Oval, o vice-presidente JD Vance disse que Washington avalia maneiras de vender os jatos à Turquia, enfatizando que qualquer acordo exigirá o cumprimento da legislação americana. Há, porém, oposição bipartidária significativa no Congresso - inclusive de republicanos influentes como o senador Jim Risch, de Idaho, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado - à venda de F-35 enquanto Ancara mantiver os sistemas S-400.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros